Universidade paulista ficou em 13º em ranking que inclui instituições de ensino de todo o mundo

Em primeiro lugar está a Universidade de Wageningen, na Holanda, seguida de três representantes britânicas: Universidade de Oxford, Universidade Nottingham e a Universidade de Nottingham Trent. O ranking elenca 912 universidades no total, destas, 38 são brasileiras.

A Universidade de São Paulo ocupa a 13ª posição, sendo a primeira colocada entre as brasileiras. Outros exemplos nacionais na lista são a Universidade Federal de Lavras, a Universidade de Campinas (Unicamp), e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais, que ocupam a 30ª, 100ª e 101ª posição, respectivamente.

O ranking, que é elaborado anualmente, classifica as instituições que desenvolvem as melhores práticas e programas sustentáveis, olhando para seis diferentes critérios: infraestrutura do campus, eficiência energética, gestão de resíduos, uso da água e ações de educação ambiental e pesquisa.

Ao analisar a infraestrutura dos campus, a Green Metric considera o tamanho da área a céu aberto e  o espaço físico dedicado às áreas verdes, sejam elas florestas ou vegetação plantada. Em eficiência energética, o critério é o comprometimento das universidades com as mudanças climáticas por meio de indicadores como o uso de eletrodomésticos com eficiência energética, política de uso de energia renovável, uso total de eletricidade, programa de conservação de energia e políticas de redução de emissões de gases de efeito estufa.

Já a categoria de gestão de resíduos compreende a realização de projetos de tratamento de materiais orgânicos e inorgânicos,  atividades de reciclagem nos campus e políticas para a redução do papel e do plástico. O uso de água no campus é outro indicador, e mensura a redução no uso da água com programas de conservação e uso de aparelhos que economizam o recurso.

Para transporte e educação, o GreenMetric destaca serviços de transporte, política para veículos de emissão zero e a proporção de veículos em circulação versus o número de pessoas nos campus e também para o número de cursos voltados à sustentabilidade e orçamento destinado à pesquisa em sustentabilidade.

“Este resultado mostra que a Universidade de São Paulo está focada em melhorar suas práticas de sustentabilidade e nos motiva a continuar trabalhando para mitigar as emissões de gases de efeito estufa e diminuir o aquecimento global”, disse o superintendente de Gestão Ambiental da USP, Tércio Ambrizzi, em nota.

“Creio que estamos caminhando para que nossa Universidade esteja entre as primeiras nos rankings mundiais em sustentabilidade. Com muito trabalho e dedicação iremos conseguir”, disse.