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:: 7/dez/2020 . 15:08

Alunas da Faculdade Madre Thaís produzem TCC na USP

Ensino Superior 

Enquanto realizavam o estágio no Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), as alunas do Curso de Biomedicina da Faculdade Madre Thaís (FMT-Ilhéus) Camila Araújo Valério e Vanessa Maria Nascimento Chalup desenvolveram os seus Trabalhos de Conclusão de Curso.

Camila Araújo Valério defendeu o trabalho com o título “O impacto da pandemia de Covid-19 em pacientes pediátricos: um olhar comparativo sobre 15 vírus respiratórios na cidade de São Paulo”. O objetivo do estudo foi avaliar o impacto da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV-2) nas crianças e como sua circulação influenciou ao estado de alerta que por consequência interferiu a disseminação de outros vírus frequentemente diagnosticados nos meses analisados. Foram amostras da ala pediátrica de seis hospitais onde foram classificados os sintomas de crianças entre: Infecções das Vias Aéreas Superiores, Síndrome Gripal, Síndrome Respiratória Aguda Grave, Manifestações gástricas, Manifestações atípicas e Assintomáticas. As amostras foram extraídas e, posteriormente, avaliadas pela técnica de RT-PCR (Reação em Cadeia da Polimerase após Transcrição Reversa) para confirmação, identificação e distinção de qual vírus promoveu infecção no período de março a agosto de 2020, uma vez que, prioritariamente, prejudique as vias respiratórias o SARS-CoV-2 poderia ser confundido com outros vírus circulantes.

Camila observou que a maioria dos sintomas dos casos em pacientes em idade escolar foram leves, enquanto casos mais severos ou com sintomas gástricos e atípicos ocorreram com menor frequência. Comparando-se dados coletados no ano de 2019, notificou-se uma diminuição no número de casos positivos dos vírus respiratórios durante o período da quarentena e mesmo após a flexibilização das medidas de isolamento social, enquanto o vírus causador da Covid-19 manteve-se particularmente estável. Demonstrando que o aumento das medidas de prevenção motivadas pelo SARS-CoV-2, consequentemente, suscitou uma menor disseminação dos vírus de comum circulação em pacientes pediátricos.

Já Vanessa Maria Chalup, também do curso de Biologia da FMT-Ilhéus, pesquisou sobre a “Incidência de vírus respiratórios sazonais brasileiros durante a pandemia do SARS-CoV-2: uma análise das co-infecções”. A discente cita a literatura de (THOMAZELLI et al., 2007) justificando que as viroses emergentes vêm tomando o interesse de estudiosos, cientistas e pesquisadores, em virtude do impacto na saúde pública e socioeconômica, aumento da morbi-mortalidade, além da condição de confinamento causada em pandemias. E ainda na análise em questão, os vírus respiratórios emergentes provocam infecções respiratórias agudas (IRAs) que são  as causas mais comuns de morbidade e mortalidade entre pacientes pediátricos  no mundo todo, sendo responsáveis por aproximadamente 30% de todos os óbitos infantis nos países em desenvolvimento, observadas nos cinco primeiros anos de vida. Embora raramente constituam causa de morte em países industrializados, as IRAs produzem grandes custos diretos e indiretos com assistência à saúde.

De acordo com Vanessa Chalup “no Brasil, os vírus respiratórios sazonais são, em sua maioria, agentes das doenças respiratórias agudas, principalmente as pneumonias, sendo a causa mais frequente de óbitos em menores de cinco anos e são responsáveis por doença grave nos maiores de 60 anos (Façanha; Pinheiro, 2004). Com epidemias regulares e semanas epidemiológicas definidas, são pesquisados e diagnosticados, há mais de 30 anos, no laboratório de virologia clínica e molecular do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-II ) da Universidade de São Paulo (USP) 15 vírus respiratórios, sendo eles: vírus sincicial respiratório (RSV), metapneumovirus (HMPV), adenovírus (AdV), influenza A e B (IA e IB), parainfluenza (PIV-1, -2, -3 e -4), coronavírus sazonais (CoV-NL63, -229E, -HKU1 and -OC43), rhinovírus (RV) e enterovírus (EV)”.

Ela enfoca que em 2020, com a circulação do SARS-CoV-2 concomitantemente com os vírus respiratórios sazonais sobretudo RSV, AdV e RV que são de maior incidência nesta população, ficou a dúvida de qual seria a gravidade da infecção pelo SARS-CoV-2 co-infectado com outros vírus respiratórios sazonais brasileiros, uma vez que o SARS-CoV-2 entrou no País pelo Estado de São Paulo e exatamente no início da sazonalidade do RSV e outros vírus.

A discente conclui apontando A gravidade das co-infecções por vírus respiratório, já foi descrito e bem estudado, entretanto não há consenso na literatura se a codetecção viral em hospitalizados com doenças respiratórias inferiores está associada a um aumento de gravidade da doença (SLY; Jones, 2011).

Para a professora e mestra Ana Paula Ady de Oliveira, coordenadora do Colegiado do Curso em Bacharelado Ciência Biológica da Faculdade Madre Thaís “o bom ensino que oferecemos aliado às boas oportunidades fazem com que os nossos alunos possam se destacar em qualquer lugar. No caso específico, Camila e Vanessa, são excelentes alunas e merecem essa grande oportunidade,” conclui a coordenadora.

Estados e municípios nunca estiveram com os cofres tão recheados

Estudo do Ministério da Economia sobre a arrecadação de estados e municípios revela que suspensão de dívidas com a União foi fundamental

Este ano ninguém ouvirá chororô de prefeitos para pagar o 13º dos servidores. Estudo da Secretaria de Fazenda do Ministério da Economia sobre a arrecadação de estados e municípios revela que 2020 vai fechar com os cofres municipais recheados. É que o governo federal transferiu recursos para cobrir a estimativa de frustração de receitas, na crise da pandemia, e suspendeu a cobrança das dívidas entre março e outubro. A estimativa estava errada, e os governos nunca faturaram tanto dinheiro. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Consideradas as perdas em abril, maio e junho, a arrecadação dos estados, acumulada até outubro, já havia superado a de 2019.

Até outubro, estados arrecadaram R$3 bilhões a mais que no mesmo período de 2019, e ficaram com R$50 bi a mais em dívidas suspensas.

Notícias Relacionadas

No caso dos municípios, o governo federal desembolsou R$ 43 bilhões de ajuda financeira, desconsiderando a suspensão de dívidas.

Os 2.229 municípios avaliados, que representam 77% da população, receberam, em média, até agosto, 50% a mais que o necessário.

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