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:: 23/nov/2020 . 16:23

Guedes anuncia que vai para o “ataque” com privatizações e reformas

Ministro diz que retomada da economia surpreendeu economistas

Publicado em 23/11/2020 – 14:41 Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (23) que inicialmente o governo trabalhou para reduzir despesas e, nos próximos dois anos, seguirá com agenda de reformas e privatizações.

“Dedicamos esse primeiro ano, um ano e meio, para atacar as grandes despesas do governo, jogamos na defesa. Nos próximos dois anos, vamos para o ataque. Vamos para as privatizações, para a abertura, para simplificação, reforma tributária, a reindustrialização em cima de energia barata”, disse o ministro, ao participar do 3º Encontro O Brasil Quer Mais, evento virtual organizado pela International Chamber of Commerce Brazil (ICC).

Segundo Guedes, os três maiores gastos que o governo conseguiu controlar foram com a Previdência, juros da dívida pública e salários de servidores. O ministro explicou que os “privilégios” nas aposentadorias foram vencidos por meio da reforma da Previdência, houve redução dos juros da dívida pública e congelamento de salários de servidores. 

Além disso, ele citou a reforma administrativa enviada pelo governo ao Congresso Nacional. “O mais difícil foi o controle de gastos que está sendo implementado há algum tempo. Falta agora o movimento final: pacto federativo, desindexando, desvinculando, desobrigando despesas, travando essas despesas e entregando os orçamentos públicos à classe política”, afirmou.

O ministro da Economia disse, ainda, que na agenda da equipe econômica figuram a abertura da economia brasileira para o comércio internacional, por meio de acordos comerciais, e a aprovação de reformas.

Ele afirmou que espera avançar em reformas onde há consenso político para aprovação, após passar o período de eleições municipais.

“Acho que daqui até o fim do ano vamos aprovar uma pauta comum onde há acordo na Câmara, no Senado e no Poder Executivo”, disse. Segundo o ministro, “bons candidatos” para a aprovação são projetos como de Lei de Falências, o marco regulatório do gás natural e cabotagem, Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, com medidas para controle de gastos, e a independência do Banco Central.

Segundo Guedes, a reforma tributária e as privatizações não avançaram, mas o governo levará essa agenda adiante. “Acho que estamos muito próximos da reforma tributária. A razão de não ter saído ainda é que a política é que dá o timing [momento certo]”, enfatizou.

Retomada da economia

Mais cedo, em outro evento virtual, Guedes reafirmou que a “economia brasileira está voltando com força”. Ele citou que a retomada surpreendeu organismos internacionais e economistas brasileiros. 

“São os fatos que nós temos. Existem muitas narrativas. Mas contra os fatos, as falsas narrativas se dissolvem. O fato hoje é que todas as regiões do Brasil estão criando empregos, todos os setores estão criando empregos. A economia brasileira voltou em V [rápida recuperação, após a queda] como nós esperávamos para surpresa de organizações internacionais”, disse, no seminário virtual Visão do Saneamento – Brasil e Rio de Janeiro, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Ele destacou que, no início da pandemia de covid-19, economistas chegaram a prever queda da economia brasileira em mais de 10% e recuperação lenta. “É importante recuperar essas narrativas falsas e colocarmos os fatos”, disse. Ele citou o crescimento do emprego, aumento das exportações de produtos agrícolas e agroindustriais, retomada da construção civil e expansão do crédito e do consumo.

Pandemia

O ministro reafirmou que as contaminações por covid-19 estão diminuindo, mas pode estar havendo um “repique”. “A doença desceu, é um fato. E agora parece que está havendo um repique, mas vamos observar. São ciclos”, disse.

Segundo o ministro, quando as contaminações pelo novo coronavírus diminuíram, “as pessoas saíram mais, interagiram mais, se descuidaram um pouco. “Pode ser que tenha voltado um pouco. Estamos entrando no verão, vamos observar um pouco em vez de já começar a decretar que a doença está aí [em uma segunda onda]”, finalizou.

Edição: Kleber Sampaio

TERRA ARRASADA, HERANÇA MALDITA OU MASSA FALIDA. ===>>> 14/05/2020

O próximo Prefeito de Ilhéus, seja ele qual for, vai ter que lidar com uma das três situações mostradas.

Ou as três, sendo pessimista.

É a realidade, não adianta promessas de salvadores da Pátria.

Um sepulcro caiado…

 

Governo gasta R$17,1 bilhões para cobrir despesas em estatais deficitárias

Estatais como EBC ou Telebrás dependem de auxílio do Tesouro até para pagar salários

De acordo com o Relatório Agregado das Empesas Estatais Federais (RAEEF) da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, do Ministério da Economia, está embutido no custo bilionário das empresas sob controle do governo federal um ‘tombo’ de R$17,1 bilhões referente a “subvenções” (ajuda financeira) para cobrir despesas das 18 estatais dependentes.

O relatório é uma análise inédita do setor, cujas despesas de pessoal foram de R$101 bilhões apenas em 2019. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Estatais dependentes, como a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ou a Telebrás (estatal que, extinta, ainda existe), dependem de auxílio do Tesouro.

Notícias Relacionadas

“Não havia nenhum relatório que desse um panorama geral da realidade de cada estatal”, disse o secretário de Desestatização, Diogo Mac Cord.

O relatório faz parte das recomendações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“A intenção do governo é de atender a 100% dessas exigências”, afirma o secretário de Coordenação, Amaro Gomes, que assina o relatório.

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