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:: 13/jun/2020 . 16:38

Perguntar não ofende

Confesso que ando meio amedrontado de expressar minha opinião sobre o Supremo Tribunal Federal, que tem sido meu prato cheio e preferido. Tenho uma estranha sensação, parecida com aquela que nós publicitários sentíamos durante o regime militar, quando tínhamos que submeter nossas campanhas ao crivo dos “doutos” censores de plantão. É bom frisar que minhas criticas não recaem sobre a quase bicentenária instituição em si, fundada em 1828, e que já abrigou grandes vultos da nossa história. Critico a atuação de muitos dos seus atuais membros, sete deles indicados pelo PT, que volta e meia tomam decisões que afrontam a sociedade. A mais recente e emblemática delas é a proibição de prisão dos réus condenados em segunda instância, que a sociedade não consegue engolir. Esta nefasta decisão devolveu ao nosso convívio uma quantidade de notórios criminosos, com especial destaque para Lula. Nós não queremos conviver com esta gente. Eles são um mau exemplo para nossos filhos e netos, passando-lhes a impressão de que no Brasil o crime compensa.

Também nunca deu para engolir a tremenda rasgada na Carta Magna de 1988 (o prolixo documento de 250 artigos e mais de 100 emendas), perpetrada por Ricardo Lewandowski, quando concordou com a deposição da “presidenta”, mas não lhe cassou os direitos políticos, como rezava a Lei Maior, pena aplicada a Fernando Collor de Mello. Dilma hoje anda por aí, cheia de mordomias que custaram mais de um milhão de reais só no ano passado. Chegou até a ser candidata ao Senado por Minas Gerais nas eleições de 2018. Felizmente perdeu, amargando um triste quarto lugar. O que não a impediu de continuar viajando pelo mundo, às nossas custas, para falar mal do Brasil. Um escárnio.

A sociedade também não entende, e nem aceita, a enxurrada de Habeas Corpus que o Supremo acolhe, livrando do xilindró uma penca de condenados; nem a sua notória má vontade com a operação Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro, que capitaneou a mais espetacular ação contra a corrupção de que se tem notícia no Brasil, levando à prisão empresários, funcionários públicos de estatais, doleiros, lobistas e políticos corruptos. A Lava Jata condenou 140, o STF até agora ninguém. Pior: anulou o processo contra Aldemir Bendine, que roubou do Banco do Brasil e da Petrobrás, tirando da manga do colete uma novidade jurídica que não estava no gibi: delatado tem que apresentar suas considerações finais depois do delator.

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Será que a Lava Jato vai pro brejo?

O cheiro não é bom…

Quando eu comecei a trabalhar no jornal, havia os crimes de calúnia, difamação e injúria estabelecidos pelo código penal, e quem se sentisse atingido podia acionar a justiça. Será que esses tipos penais não existem mais?

Aproveito para perguntar, de forma republicana (que eu não sei bem o que significa), confiante de que minhas indagações não sejam consideradas um atentado ao Estado Democrático de Direito, expressão que está na moda, onde anda a CPI da Lava Toga, cuja instalação é apoiada pela maioria da população?

Por que será que os meritíssimos estão comemorando a nova pesquisa Datafolha que aponta que 30% dos brasileiros aprovam o STF? 30% é motivo de comemoração? Em sendo a mais alta corte de justiça do país, não era de se esperar que sua aprovação fosse muito maior?

Espero sinceramente que estas singelas perguntas um dia sejam respondidas.

Faveco Corrêa, jornalista e publicitário, é sócio da Brandmotion Consultoria de Estratégia Empresarial, Fusões e Aquisições.

EM ILHÉUS, MILAGRES ACONTECEM

Aqui, camas de enfermaria viram leitos de UTI.

Tentando virar advogado, Moro provoca briga entre criador e criatura na OAB

Damous e Santa Cruz discordam sobre concessão da carteira de advogado ao ex-juiz

Criador e criatura divergem sobre a entrega de carteira de advogado a Sérgio Moro. De um lado está Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ que inventou a candidatura à sua sucessão de Felipe Santa Cruz, a quem chamava de “poste”. Do outro lado está Santa Cruz, que rompeu com seu criador e acabou presidente nacional da entidade. Após tomar posse no cargo em evento no Teatro Municipal do Rio (cedido por Sergio Cabral, seu amigo), Santa Cruz rompeu com Damous, que o inventou. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O petista Damous, ex-deputado federal, é contra a entrega da carteira a Moro. Já Santa Cruz, para fustigar o presidente Jair Bolsonaro, é a favor.

“Espero que a OAB não conceda a carteira a Moro”, reafirma Wadih Damous. “Para ser advogado tem que honrar a advocacia”.

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O ex-deputado acha também que Moro “não tem nem cacoete de advogado”. Para Santa Cruz, o ex-juiz “tem todo direito à carteira”.

Marinha vai levar 16 mil cestas básicas para a Ilha de Marajó

Marinha vai levar 16 mil cestas básicas para a Ilha de Marajó

Algumas cidades estão entre aquelas com os piores IDHs do país

Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil

Banhado pelo Oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Tocantins, o arquipélago de Marajó (PA) tem quase 50 mil quilômetros quadrados, uma extensão territorial maior que a Bélgica, por exemplo. São 16 municípios e problemas imensos, como a pobreza, a falta de emprego e renda, gravidez precoce de adolescentes e a exploração sexual infantil.

“É uma localidade onde há carência de tudo. Os moradores vivem sem cidadania. E, por isso, delitos contra a infância e a juventude são comuns. Não há justiça”, diz a paraense Marisa Romão, assessora da Secretaria de Igualdade Racial, com a propriedade de quem conhece bem a região. 

Foi pensando em olhar com mais atenção para a população isolada do arquipélago que o programa Abrace o Marajó foi criado e incorporado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Nesta sexta-feira (12), o Navio Auxiliar Pará, da Marinha Brasileira, partiu da Base Naval de Val de Cães, em Belém, levando mais de 15 mil cestas básicas para serem distribuídas para famílias que estão cadastradas nos programas sociais do governo (CadÚnico) nas cidadezinhas de Afuá (38 mil habitantes) e Chaves.

As cestas foram montadas em São Paulo, numa parceria do ministério com a rede Carrefour e a Associação Paulista de Atacadistas e Supermercadistas (Apas).

“Marajó não será só uma ilha cercada de água por todos os lados, quando o navio auxiliar chegar até lá, ela será uma ilha cercada de solidariedade por todos os lados”, disse o comandante Robledo de Lemos Costa e Sá, do Grupamento de Patrulha Naval do Norte.

Navio da Esperança

Domingo, quando o velho catamarã – construído em 1982 – chegar até as cidadezinhas, ele será visto como o “Navio da Esperança” para milhares de famílias.

“São pessoas humildes, mas muito amigas. Elas aguardam a chegada do navio, até porque se nessa missão estamos levando cestas básicas, em outras, houve atendimento médico e odontológico dentro do navio. Aqui se faz mamografia, exames e há até farmácia para retirada dos medicamentos prescritos”, disse o comandante do Navio Auxiliar Pará, Ribeiro Costa, que já foi quatro vezes à cidade de Afuá.

Cestas básicas que serão entregues a comunidades do arquipélago de Marajó
Cestas básicas que serão entregues a comunidades do arquipélago de Marajó – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Municípios esquecidos

Para quem mora nos municípios da parte oriental da Ilha de Marajó, mais próxima de Belém, a viagem é, relativamente rápida. Há duas empresas que fazem a operação do terminal hidroviário da capital paraense até a Ilha de Marajó via balsas, em três horas e meia. Para quem tem mais condições, é possível embarcar num catamarã expresso, que faz a mesma viagem em duas horas.
 
Porém, há vários municípios ribeirinhos, mais distantes de Belém, que acabam ficando  mais esquecidos. Estão longe do movimento de turistas e longe dos recursos que essa atividade econômica propicia.

É o caso de Melgaço, cidade de 26 mil habitantes às margens do Rio Tajapuru, que tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os mais de 5,6 mil municípios do país. “São oito cidades da Ilha de Marajó que estão entre os 50 piores IDHs do Brasil”, disse Marisa Romão. 

Em outros municípios, como Chaves, de 23 mil habitantes – um vilarejo cercado por uma praia de areia amarela e água doce -, sequer há uma agência lotérica para os moradores sacarem o dinheiro do Bolsa Família ou do auxílio emergencial do governo. 

Visita da primeira-dama

Na segunda-feira (15), a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e a primeira-dama Michelle Bolsonaro chegarão a Marajó, onde participarão da entrega das cestas básicas em Afuá e na zona rural do Rio São Cosmo. 

Depois, a ministra e a primeira-dama irão até o município de Muaná (40 mil habitantes), onde dois navios – um do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outro da Caixa Econômica Federal – estarão atracados, participando de ações de pagamento de benefícios sociais à população insular.

 *O repórter viajou a convite do Ministério da Defesa 

Edição: Fábio Massalli

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