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:: 4/mar/2020 . 9:20

O PREFEITO CHAMA OS SKATISTAS DE NOEIROS.

Estou movimentando um lugar que só tinha escuridão e noieiro, diz Mário

Mário AlexandreArquivo/Secom

O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, justificou hoje (03) – ou tentou justificar – a construção de um imóvel da iniciativa privada na praia da avenida Soares Lopes, considerando a cessão “uma espécie parecida com o modelo de uma Parceria Público Privada, mas que não chega a ser uma PPP”. Essa foi a primeira vez que ele se pronunciou publicamente sobre a polêmica. De acordo com o prefeito não há motivo para as críticas que o futuro empreendimento está passando. “Ele (o empresário) recuperou uma pista antiga de skate na área. Estou movimentando um lugar que só tinha escuridão, onde só tinha (sic) noieiro (usuários de drogas)”, justificou.

A explicação foi dada durante entrevista à emissora de rádio Ilhéus FM. O apresentador Vila Nova então questionou se a cessão não deveria ter ocorrido através de um processo licitatório, já que poderia ter algum outro empresário interessado no projeto. Mário respondeu que não necessariamente. “Trata-se de uma Cessão Precária. Ele está construindo mas ali não é dele. No dia que não estiver dando certo, o município vai lá e toma”, afirmou. Pelo documento a que o Jornal Bahia Online teve acesso, a cessão do espaço é de dez anos.

O prefeito falou em parcerias da iniciativa privada e o governo municipal. Para justificar o que considera “assunto de rede social com críticas de pessoas que até nem se identificam”, anunciou que a empresa de Transportes Rota vai recuperar o histórico prédio onde funciona a Biblioteca Municipal, antiga Escola General Osório, na praça Castro Alves. Também lembrou que o grupo Canabrava recuperou a quadra poliesportiva de Olivença. 

Só não explicou o porquê da diferença no procedimento. O Canabrava, por exemplo, não teve direito a nenhum espaço público em função da “PPP” na quadra. Assim como a Rota também não terá quando reformada a biblioteca. Por que então, um empresário (escolhido pelo governo) que já está instalado ao lado da polêmica obra terá direito a utilizar por dez anos um espaço público privilegiado, pelo fato de ter recuperado uma pista de skate?

Entenda a polêmica clicando aquiaqui e aqui.

VALEC apresenta missão e visão de futuro à CTLOG

A CTLOG é uma câmara temática em funcionamento no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) desde 2005, composta por representantes de 63 órgãos e entidades dos setores privado e público. Tem como objetivo central agregar áreas da economia ligadas ao agronegócio responsáveis por toda a cadeia produtiva, incluindo transporte, armazenamento até a exportação das commodities brasileiras. Nesse contexto, a partir desta que foi 71ª reunião da Câmara, a VALEC passa a participar como convidada permanente das reuniões, tendo em vista sua atuação como braço governamental responsável pela viabilização da infraestrutura ferroviária nacional.

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Olhar voltado para o mercado

Castello iniciou sua fala registrando a satisfação em ser convidado para participar da reunião do CTLOG e poder apresentar a nova visão da VALEC na construção de melhores caminhos para a infraestrutura brasileira. “A nossa empresa existe para ser relevante para a sociedade. Temos uma posição central na infraestrutura, pois nos relacionamos dentro e fora do Governo Federal. Queremos aprofundar nosso relacionamento com o mercado apresentando os nossos ativos, que são de grande importância para a cadeia produtiva. ”

Dentre as funções da VALEC, Castello destacou que não se trata somente da construção de ferrovias, mas que a empresa tem conhecimento aprofundado e atua na elaboração de estudos, projetos, presta suporte no monitoramento e fiscalização da ferrovia e faixa de domínio e oferece ao mercado um ativo fundamental na cadeia produtiva, que são as áreas de pátios multimodais, fundamentais para o ciclo de escoamento da produção nacional.

“Hoje, enxergamos uma janela de oportunidades, pois existem recursos para investimento no setor produtivo e nos ativos de infraestrutura. Cabe à VALEC conhecer a fundo a demanda e, estar aqui neste fórum, é uma excelente oportunidade de ouvir os usuários, os fornecedores de serviços, o setor produtivo e conhecer a visão agregada do setor de logística. A VALEC quer conversar com os participantes do mercado. Nossa missão é transformar a VALEC em uma empresa com foco na entrega de ativos ferroviários para a sociedade”, encerrou Castello Branco.


Confira aqui a apresentação da VALEC na 71ª reunião da CTLOG

TEXTO: Ana Caichiolo

Imagem: Laura Almeida

Museu Nacional reabrirá parcialmente em 2022

A instituição já captou R$ 164 milhões para obras de reconstrução 

Publicado em 03/03/2020 – 21:52 Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

O Museu Nacional estará parcialmente de portas abertas em 2022, quando se comemora o bicentenário da Independência. A estimativa é dos envolvidos no projeto de recuperação, que deu um passo importante nesta terça-feira (3) com a assinatura do termo da estrutura de governança, incluindo a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Fundação Vale e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Em solenidade realizada no Campus da Praia Vermelha da UFRJ, foi anunciado que já foram captados R$ 164 milhões, dos R$ 340 milhões necessários para as obras de reconstrução, depois da tragédia de setembro de 2018, quando um incêndio liquidou o acervo histórico e quase fez ruir as fachadas.

“Estamos assinando um termo de cooperação com a Fundação Vale, Unesco e UFRJ, com a Vale já aportando R$ 50 milhões nesse novo modelo de governança. Já arrecadamos cerca de metade do que é necessário. Nós temos o orçamento até 2022. A partir daí, [para financiar] toda a arquitetura interna, a recomposição do acervo e as exposições, nós precisaremos de mais aportes financeiros”, disse a reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho.

A reabertura plena da instituição só deverá ocorrer em 2025. O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, considerou que os recursos já garantidos são um bom começo, mas lembrou que ainda há uma longa jornada pela frente, quando serão necessários maiores aportes financeiros, para recuperar, ainda que parcialmente, a importância que o Museu Nacional possuía.

“Um dos desafios é a recomposição das nossas coleções e isso não conseguimos fazer só com as pessoas daqui. Precisamos de auxílio externo. Tivemos uma carta-aberta, publicada por 26 instituições científicas alemãs, se comprometendo a ajudar o museu e ponderando a possibilidade de doar novos exemplares. Porém, nós temos que merecer isso. Só quando tivermos um palácio com as melhores condições de segurança, para que tragédias como a de 2 de setembro de 2018 não aconteçam jamais”, destacou Kellner.

Dos R$ 164 milhões aportados, R$ 55 milhões são provenientes de emendas de deputados federais, R$ 50 milhões da Vale, R$ 21 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 20 milhões da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e R$ 16 milhões do Ministério da Educação (MEC). Os valores são arredondados.

A Unesco foi representada por sua diretora e representante no Brasil, Marlova Jovchelovich Noleto. A Vale contou com a presença de seu diretor-executivo de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade, Luiz Eduardo Osório, que também é presidente do Conselho Curador da Fundação Vale.

Edição: Liliane Farias

Brazilia rides again

Excelente a entrevista da professora Deirdre McCloskey nas páginas amarelas da revista Veja da semana passada. Ela que, segundo a revista é “um ícone liberal”, lavou minha alma colocando o dedo na ferida, pontuando que “o peso desastroso do Estado brasileiro pode ser resumido em uma única palavra: Brasília”.

Eu sempre fui contra a construção da nova capital lá longe, no Planalto Central, principalmente porque ela iria separar o governo do povo.

Minha voz era uma das poucas distoantes num ambiente muito favorável ao sonho grandioso do Presidente Juscelino Kubitschek, que tinha conquistado a opinião pública com seu lema “50 anos em 5”. Garoto, ainda meio foca na redação do vespertino A Hora de Porto Alegre, eu defendia que, na minha opinião, o que Juscelino queria era erigir uma pirâmide para celebrar os feitos do seu período com o fizeram os faraós do Egito Queóps, Quefren e Miquerinos, há milhares de anos.

E que o Brasil pagaria caro por isso.

Vale citar novamente a professora McCloskey: “A ideia de construir uma capital no meio do nada pareceu gloriosa no momento em que surgiu. Mas gastanças comprometeram as gerações seguintes. Onde quer que haja megalomania governamental, é assim”.

Uma vez participei de uma comitiva de jornalistas gaúchos que foi ao Rio de Janeiro visitar o Palácio do Catete, então sede do governo, e entrevistar o Presidente. Naquele “entonces”, a simples viagem de Porto Alegre ao Rio já era uma aventura reservada a poucos: 6 horas de voo. Na reunião, não sei porque cargas d´água surgiu meu nome como o guri que escrevia furibundamente contra a obra. Por determinação de Juscelino, uma viagem ao canteiro no Planalto Central foi providenciada para os que quisessem enfrentar mais esta. E lá fui eu, sem nenhum tostão no bolso e com minha roupa do corpo, um terno azul marinho de nycron, que não amassava, completada por uma camisa volta ao mundo, daquelas que a gente lavava de noite e de manhã estava limpinha e impecável.

Embarcamos num DC3 da FAB e, muitas horas depois, chegamos lá.

Ainda do alto, quando nos aproximávamos do destino, dava para ver o imenso canteiro de obras da Novacap, uma imensidão de terra vermelha revolta que daria lugar à cidade projetada por Oscar Niemeyer, tida por muitos como uma obra prima da arquitetura moderna.

No que me diz respeito, o tiro saiu pela culatra. Fiquei revoltado com o que se estava fazendo e com a montanha de dinheiro que um país pobre como o nosso estava gastando. Na volta, toquei o pau com maior vigor ainda, e agora com conhecimento de causa.

E até hoje não mudei de opinião, para desagrado de dezenas de amigos meus que para lá foram e lá se estabeleceram. Muitos desses pioneiros ficaram ricos, mercê da sua visão, do seu trabalho e do seu mérito.

Vocês acham que se a Capital Federal fosse ainda no Rio de Janeiro muitos dos recentes desmandos produzidos pelas três esferas do poder teriam se consumado? Com o povo nas ruas, nas barbas dessa turma, marchando contra o Catete e o Palácio Monroe? Dificilmente. É bom lembrar que a proximidade da reação popular causou o fim do Governo Vargas e o seu suicídio.

Hoje estamos separados por milhares de quilômetros dos centros do poder, o que torna inviável uma marcha sobre a Capital Federal.  Só nos restam as redes sociais e as manifestações de rua, com esperança de que a voz do povo seja ouvida.

Enquanto isso o Congresso segue aprontando, como essa dos 30 bilhões de reais do orçamento impositivo, que retira das minguadas disponibilidades financeiras do Executivo uma parcela importante do que poderia aplicar discricionariamente no que julgasse melhor para a população, já que 94% dos recursos são destinados a despesas obrigatórias, entre as quais o pagamento da folha do funcionalismo e as aposentadorias. O presidente da Câmara tira fotos com reis e dignitários, como se Chefe de Estado fosse. Até parece que estamos num regime parlamentarista, que foi amplamente rejeitado em plebiscito.

O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, continua ignorando os reclamos da sociedade indignada, soltando ricos e poderosos a torto e a direito. A cada dia que passa, essa corte, na sua maioria, segue nos afrontando, como o fez no caso da possibilidade de prisão de criminosos condenados em segunda instância, que andam por aqui nas ruas ou viajando para o exterior às nossas custas, com o dinheiro que nos roubaram, como o ex presidente jararaca que se encontrou com o Papa e vai ser cidadão honorário de Paris. Que vergonha. É a santa impunidade, que conseguiram consolidar transformando o Brasil no país onde o crime compensa.

Agora estão com as barbas de molho, torcendo para que a manifestações programadas para 15 de março fracassem, com a inesperada ajuda do coronavirus.

Esquecem que quem semeia ventos colhe tempestades.

Faveco Corrêa é jornalista, publicitário e sócio da Brandmotion

Consultoria de Estratégia Empresarial, Fusões e Aquisições.

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