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:: 25/jan/2020 . 16:50

Descrédito nos partidos atinge 8 em 10 brasileiros ====>>>> 01/01/2020

Número de descrentes com os partidos políticos quase dobrou em quatro anos

Título de Eleitor (Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

São Paulo – O nível de confiança nos partidos políticos caiu para um dos menores índices da história, aponta estudo realizado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT). Oito em cada dez brasileiros, ou 77,8%, afirmam não ter “nenhuma confiança” nessas instituições. Em estudos anteriores com metodologia similar, nunca o número foi tão elevado.

Em 2014, 46,4% não confiavam nos partidos e, em 2006, 36,7%. Os principais motivos citados são a existência de corrupção nos partidos políticos e a falta de capacidade de representar os interesses dos eleitores. O pouco espaço para participação dos cidadãos e a falta de um programa político claro também foram citados como problemas.

Os dados são de um levantamento realizado entre 15 e 23 de março com 2.500 entrevistas em 26 Estados (com exceção do Amapá) realizado pelo Instituto da Democracia e Democratização da Comunicação, parte do INCT. A pesquisa envolveu instituições acadêmicas como UFMG, UERJ, Unicamp e UnB.

Conforme o estudo obtido com exclusividade pelo Estado, e antecipado pelo site BR18, o número de descrentes com os partidos políticos quase dobrou em quatro anos. Em 2014, o Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas (Nupps), da USP, apontou em levantamento com método científico semelhante que 46,6% dos entrevistados não confiavam nos partidos.

“O aumento da desconfiança é algo que já imaginávamos, mas não com esse crescimento de 2014 para 2018. É totalmente fora do que encontramos em outras pesquisas”, diz o diretor do Centro de Estudos de Opinião Pública da Unicamp, Oswaldo Amaral, um dos líderes do estudo.

Para Amaral, essa crise de representação também ocorre em outros países, mas no Brasil tem sido potencializada pelos casos de corrupção. Ele cita como exemplo a Operação Lava Jato, que atingiu legendas tradicionais, políticos de destaque nacional e grandes empresas.

Segundo o pesquisador Sérgio Simoni Júnior, da Unicamp, outro autor do estudo, as investigações e condenações recentes ajudaram a criar um clima que pede renovação. “Tem um lado bom, que é procurar melhorar a política, mas o risco é cair em algo antipartidário e antipolítico”, afirma.

Para Simoni, o mau momento econômico reforça o sentimento de desconfiança sobre a efetividade do sistema político.

O professor emérito de Ciência Política da UnB David Fleischer considera que a imagem dos partidos em 2018 é pior do que em eleições anteriores, justamente por conta da corrupção. “Toda semana temos notícias de políticos de grandes partidos envolvidos em escândalos. As pessoas ficam desconfiadas.”As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A crise do sindicalismo

Em 1995 publiquei o livro “A Velha Questão Sindical…”, editado pela LTr. reunia artigos relativos a problemas comuns na esfera do trabalho. Escrevi que o artigo 8º da Constituição tinha adotado princípios que se repelem: a liberdade de organização e a unicidade de representação, gerando condições propícias à multiplicação de disputas intersindicais.

A coletânea trazia texto com o título Liberdade e Imposto Sindical. Escrevi ser inaceitável que o sindicalismo conservasse vínculos com regimes autoritários. Defendia a autonomia de organização, o direito à sindicalização, a liberdade de negociação coletiva. Era, porém, incompreendido por ultrapassados dirigentes patronais e profissionais. Beneficiários de ligações promíscuas com o Ministério do Trabalho sustentavam que a democratização da vida sindical lhes seria maléfica. Adotavam a postura do Ministro Arnaldo Sussekind que se opunha à autonomia de organização, sob o argumento da ausência de espírito associativo dos brasileiros.

A Lei nº 13.457, de 13.7.2017, confirmou o pensamento do Ministro Sussekind. A conversão da Contribuição Sindical obrigatória em facultativa fraturou a coluna vertebral do sindicalismo, causando-lhe quase total paralisia. Embora trabalhadores e empregadores gozem de liberdade para se sindicalizar, a maioria prefere não fazê-lo. Recusa-se a pagar módica mensalidade destinada a manter operante, eficiente e combatente, a entidade que os representa.

Cabe à sociedade perguntar como será possível aos trabalhadores garantir a defesa de direitos e reivindicações sob o regime neoliberal professado pelo Ministro Paulo Guedes, sem contarem com apoio sindical. Extinto o Ministério do Trabalho e tendo as atividades sindicais estranguladas por falta de dinheiro, os assalariados ficaram desassistidos, entregues à própria sorte, sem dispor de quem os organize e defenda.

Getúlio Vargas regulamentou a estrutura sindical com o objetivo de usá-la a serviço do Estado Novo. A paternidade do “peleguismo” lhe pertence. Após a redemocratização, em 1946, o movimento sindical foi atraído para a órbita do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em estreita ligação com o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Sobre o assunto escreveu Eliezer Pacheco: “Sem formular uma autocrítica de seu esquerdismo, o Partido vai sendo forçado, na prática, a rever muitos aspectos de sua orientação. Um marco nesta revisão foi o ‘ativo sindical nacional’ realizado em 1952, que vai romper com a política isolacionista e sectária, determinando o retorno à atuação nos sindicatos oficiais, a defesa da unicidade sindical em aliança com os trabalhistas do PTB, campanhas de sindicalização e lutas a partir das reivindicações imediatas dos trabalhadores. Graças a essa retificação em sua linha sindical, o PCB consegue recuperar parte de sua influência junto à classe operária e, já em 1953, seria a força dirigente de uma das maiores greves realizadas em São Paulo, conhecida como a greve dos 300 mil” (O Partido Comunista Brasileiro 1922-1964, Ed. Alfa-Ômega, pág. 201).

O golpe que derrubou João Goulart, em 31/3/1964, foi causado por ter se aliado com o sindicalismo esquerdista. O regime militar vitorioso entregou o movimento sindical a dirigentes subordinados ao Ministério do Trabalho. Luís Inácio Lula da Silva foi exceção. Eleito em 1975, deu vida nova ao Sindicato de São Bernardo com mobilizações que resultaram nas greves de 1978, 1979, 1980. Como presidente da República cedeu à tentação de cooptar o peleguismo e, como Jango, errou ao atrair os dirigentes sindicais para o interior do governo.

A insatisfação não desapareceu. Está de sobreaviso. A qualquer instante poderá ressurgir. Alertou o Ministro Paulo Guedes que “a pobreza está com fome”, e a fome é má conselheira.

Almir Pazzianotto Pinto, advogado, foi ministro do Trabalho e presidente do Tribunal Superior do Trabalho.

Bolsonaro assina acordos comerciais com a Índia, para tecnologia, energia e segurança

Presidente do Brasil foi recebido pelo presidente Ram Kovind e pelo primeiro-ministro Narendra Modi

No primeiro dia da visita do presidente Jair Bolsonaro à Índia, os governos dos dois países assinaram acordos em áreas como ciência e tecnologia, energia, segurança e previdência social. Bolsonaro foi recebido pelo presidente indiano, Ram Kovind, e pelo seu primeiro-ministro, Narendra Modi, em uma residência oficial.

Foram assinados 15 atos internacionais com o objetivo de intensificar as relações entre os dois países. A troca de documentos foi em outro Palácio, a Hyderabad House, local destinado à recepção de chefes de estado.

Um dos acordos foi na área de bioenergia, prevendo a cooperação entre as duas nações na promoção da produção de biocombustíveis, como etanol, biodiesel, bioquerosene e biogás. Entre os materiais incluídos no acerto estão subprodutos da biomassa.

Um memorando apontou a implantação de ações de cooperação na exploração e comercialização no setor de petróleo e gás. Também foi estabelecida parceria para desenvolver pesquisas em recursos minerais e conhecimento geológico, bem como realização de atividades no segmento de mineração.

Os países decidiram estabelecer formas de atuação conjunta em segurança cibernética. A parceria envolverá o intercâmbio de informações, a partir dos marcos legais de cada nação, buscando contribuir para o fortalecimento dessa área em cada nação.

Os dois países firmaram entendimento com o objetivo de cooperar em ações de investigação e repressão a crimes. Entre as práticas abarcadas estão ilícitos como corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas, drogas, explosivos e terrorismo.

As representações diplomáticas se comprometeram a atuar conjuntamente para facilitar os investimentos mútuos entre entes das duas nações. A intenção é formar um marco institucional que facilite e agilize os investimentos, a redução de riscos e a resolução de controvérsias.

Visita

Além das reuniões com o presidente e o primeiro-ministro da Índia, Bolsonaro também participa de café da manhã com empresários indianos para apresentar oportunidades de negócios no Brasil, ?com foco em investimentos no setor de infraestrutura e visita a cidade de Agra, que abriga o famoso mausoléu Taj Mahal, um dos principais monumentos da Índia. (Agência Brasil)

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