Battisti foi duas vezes condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos

O Tribunal de Cassação italiano confirmou nesta terça (19) a sentença de prisão perpétua do terrorista Cesare Battisti, que o ex-presidente Lula protegeu no Brasil na condição de “perseguido político”.

O bandido havia sido condenado duas vezes à prisão perpétua por quatro assassinatos nos anos 1970. Ele também deixou paraplégico um garoto de 15 anos de idade que o viu assassinar seu pai friamente. Esse garoto, que sonhava ser jogador de futebol, é a mais contundente testemunha contra o bandidão.

O tribunal declarou inadmissível o recurso apresentado por Battisti contra o tribunal de apelação de Milão que, em 17 de maio, negou que sua pena fosse comutada para 30 anos de prisão.

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O terrorista permaneceu por 40 anos fugitivo. Primeiro ele fugiu para a França, depois para o Brasil sob proteção Lula, que, por ignorância ou cumplicidade com a causa terrorista, concedeu-lhe asilo.

Battisti fugiu do Brasil após a posse do presidente Jair Bolsonaro e acabou capturado na Bolívia em janeiro e extraditado em seguida para a Itália, onde onde está cumpre sua sentença em prisão de segurança máxima.

Na Itália, a prisão de Battisti foi aplaudida pela direita e pela esquerda, em particular porque o ex-chefe do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) nunca expressou arrependimento por seus atos.