De dentro da cela há quase 2 anos e recebendo apenas mensagens filtradas do mundo exterior, seja de amigos seja da imprensa militante, Lula não fazia ideia do que se passava no mundo real. Seus aliados no mundo exterior são burros demais para ler a realidade como ela é.

Desde 2016 o PT coleciona derrotas eleitorais vexatórias com Lula solto e com Lula preso. Em 2016 não ganhou nenhuma capital ou cidade com mais de 500M habitantes, se limitando a 250 prefeituras em Currais eleitorais. Em 2018 perdeu uma eleição para a extrema direita, algo impensável em um país tradicionalmente de centro, por uma diferença de 10MM de votos.

Ainda assim, os lunáticos de Esquerda seguiram com o discurso cansativo de que se Lula estivesse solto tudo mudaria. O fanatismo é tanto que eles ignoram o fato de Andrade ter escondido Lula no segundo turno porque pesquisas internas do PT colocavam um teto de 33% de votos para ele no segundo turno caso insistisse no tal Lula é Poste e Poste é Lula. Até o vermelho foi abandonado no segundo turno em uma desesperada tentativa de angariar votos de pessoas que odeiam Bolsonaro , mas jamais votariam em Lula. Ao contrário do que dizem os petistas a eleição de 2018 não foi sobre Lula e sim sobre Bolsonaro. Basta ver o ele não, ele nunca e ele jamais . Qualquer um teria 45% de votos contra ele no segundo turno. Até um poste!! O petismo de hoje é o mesmo de 1989 com seu fiel eleitorado de 1/3 do país, suficiente para ser um força política mas insuficiente para ganhar qualquer eleição majoritária. A realidade é dura, Gleisi!

Mesmo diante de fatos e da necessidade de se reiventar Lula decidiu aprisionar a Esquerda, sufocando o surgimento de novas idéias e lideranças. Por 2 anos a única, repito: única, pauta do PT foi Lula Livre. Essa narrativa acabou com sua soltura e a expectativa que isso causasse clamor popular foi amplamente frustrada. Se o povo realmente visse no Deus petista a figura de um Dom Sebastião milhares de pessoas sairiam às ruas para celebrar os 500 dias de prisão injusta. Felizmente, ocorreu o oposto. A festa petista juntou mais jornalistas militantes do que pessoas. A direita fragmentada encontrou seu inimigo comum e voltou a se juntar. Até Dória fez post defendendo Bolsonaro e Joice fez as pazes com o Bolsonarismo. Enquanto isso Lula falava para meia dúzia de militantes em uma cena até certo ponto triste para um ex líder popular.

Ao pisar fora da prisão em Curitiba Lula perdeu sua narrativa de perseguido e colocou Bolsonaro no ambiente em que o capitão é imbatível: o confronto. Em 24 horas o mito disparou posts chamando o adversário de canalha, bandido e outros adjetivos que são pouco aceitos em um ambiente de temperatura política normal, mas são exaltados quando a polarização se acirra. Ficou claro que Bolsonaro não sabe ser político em um ambiente de tranquilidade. Ele precisa de uma oposição para focar seus ataques. Se antes não tinha alvo, e por isso atacava todo mundo, agora Bolsonaro tem um alvo gigante para atacar dia sim e dia também. Com o controle das redes sociais, das ruas e dos cofres públicos, o presidente é a Kriptonita do petismo.

Lula jamais dirá, mas tenho certeza que se pudesse voltar no tempo não teria saído da prisão. A fantasia era muito melhor que a realidade. Em 24 horas o ex presídiario já notou que Gleisi não foi sincera com ele sobre o clamor popular pelo seu nome. Lula é tudo menos burro. O corrupto de estimação da Esquerda deve estar rezando para voltar para lá. Bolsonaro deve estar rezando para ele ficar livre e ser candidato. Os “especialistas” da mídia já notaram o que aconteceu. Com Lula solto Bolsonaro tem o inimigo perfeito para se reeleger em primeiro turno. Os “isentões” vão parar de focar sua energia em criticar as duras falas do presidente porque contra Lula elas serão sempre adequadas. A direita vai se unir ao centro de novo. A Esquerda ficará ainda mais isolada. Obrigado STF!