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:: 28/out/2019 . 17:21

Vila Galé pode não sair do papel – Por Luiz Uaquim

Luiz Henrique Uaquim – Foto: Google

Fora do cenário nacional, a Bahia perde as suas oportunidades de crescimento sócio-econômico, registrando péssimos índices de educação, segurança, saúde, geração de emprego e tudo o mais de ruim. Temos o pior IDH do Nordeste, com mais de 1,3 milhões de desempregados, e 70% da população inserida na pobreza. E o governo baiano vende, em seus meios de comunicação, a ideia de que somos exemplo de administração para o Brasil. No mínimo, é um deboche, um escárnio.

Sem saber como gerar emprego, esse governo perdeu o poder de investir, face a corrupção generalizada em sua administração. Empreendimentos hoteleiros a serem implantados no sul da Bahia, estão ameaçados de não saírem do papel.

A pretensa demarcação de terras indígenas no sul da Bahia, criada pelo governo petista, promoveu o desequilíbrio sócio-econômico da região, frustrando toda e qualquer pretensão de investimento privado, ou até mesmo público. Assim, mais um grande empreendimento hoteleiro pode nos deixar a ver navios. Trata-se do grupo hoteleiro Vila Galé, que iria investir R$150 milhões na construção de mais um resort, o “Vila Galé Costa do Cacau”, que se somaria aos 32 hotéis do grupo, sendo 23 em Portugal e 9 no Brasil, registrando um faturamento anual de R$787 milhões, onde o Brasil é responsável por mais de 40%. O grupo assinou um documento de intenções junto com governo da Bahia, que escondeu que a área ou parte dela, está encravada numa pretensa área indígena, ou seja, mais uma vez, sob a marca da mentira, frustra investidores hoteleiros e impede a geração de emprego e renda na Bahia.

Os dois últimos governos municipais de Ilhéus, imiscuídos na mesma lama do governo estadual, foram coniventes com tudo isso. Assim, caberá à população a análise crítica dos fatos, e ao governador, uma resposta a esse imbróglio por ele mesmo criado.
Estas são as nossas convicções

Luiz Uaquim

Navio do Greenpeace esteve na área do despejo de óleo no Nordeste

Navio “Esperanza” deixou porto na Guiana Francesa duas vezes e passou ao todo 26 dias no mar

O navio “Esperanza” da ONG Greenpeace chegou ao porto Degrad des Cannes (Guiana Francesa) em 28 de agosto. Saiu no dia 30 e passou onze dias no mar, voltando no dia 10. As manchas de óleo começaram a aparecer no litoral do Nordeste em 2 de setembro. O navio saiu outra vez da Guiana Francesa no dia 12, passou quinze dias sem atracar em qualquer porto até voltar no dia 27. Os dados são públicos e estão em sites como o My Ship Tracking, que monitoram navios em circulação. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Dados do Esperanza no My Ship Tracking

Após sete dias ancorado em Degrad des Cannes, o “Esperanza” iniciou em 5 de outubro viagem pela costa brasileira, com destino ao Uruguai.

Procurado, o Greenpeace explicou que estava na região para “estudar os Corais da Amazônia”, na companhia de cientistas franceses.

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Governo se reunirá com linhas aéreas para promover mercado brasileiro

Publicado em 27/10/2019 – 14:18

Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O governo brasileiro vai aproveitar o Fórum de Lideranças do Setor Aéreo da América Latina e Caribe, que ocorre de hoje (27) a terça-feira (29) em Brasília, para se reunir com companhias aéreas da região visando promover e estimular a atuação no mercado brasileiro, atualmente dominado por três agentes: Latam, Gol e Azul. O encontro é considerado o maior evento sobre aviação do continente e reúne autoridades e executivos da área.

Segundo o secretário nacional de Aviação do Ministério da Infraestrutura, Ronei Glanzmann, representantes do Executivo vão apresentar o mercado brasileiro sob as novas regras. Na lista de encontros estão empresas como Volaris, do México, Jetblue, dos Estados Unidos, e Sky, do Chile. As reuniões fazem parte das ações do governo para estimular a entrada de novos agentes econômicos no setor.

“Estamos trabalhando fortemente com elas. Primeiro, ao apresentar o mercado brasileiro. Segundo, ao desburocratizar o processo de abertura dessas empresas no Brasil. O grupo Globália conseguiu um contrato de concessão em menos 15 dias. O último, da Azul, levou mais de um ano. Agora eles estão passando por processo de certificação”, disse o secretário nacional.

Uma das iniciativas adotadas neste ano neste sentido foi a polêmica cobrança por bagagens. A isenção desse custo foi incluída na lei decorrente da Medida Provisória 863, mas foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro. Em sessão tensa, o Congresso votou pela revogação do veto, mas não atingiu o quórum necessário.

O governo argumentou que a medida era necessária para atrair novas empresas. Na ocasião, o ministro do Turismo, Marcelo Antônio, declarou que a permissão para cobrança por despacho de mala era “fundamental” para que o país conseguisse atrair cada vez mais empresas low cost [companhias aéreas de baixo custo] e também outras empresas que queiram operar no espaço aéreo brasileiro”.

Em agosto, com a vigência da regra de cobrança, a Agência Nacional de Aviação (Anac) informou que a companhia de baixo custo JetSmart, controlada por um fundo sediado nos Estados Unidos Indigo Partners, entrou com solicitação para atuar no país.

No Fórum de Lideranças do Setor Aéreo da América Latina e Caribe, Ronei Glanzman afirmou a jornalistas que o conceito de low cost é aberto e que o intuito é trazer novas firmas estrangeiras para concorrer no país.

Desafios

Além da ampliação da concorrência, representantes de associações do setor mostraram, em conferência de imprensa no Fórum da Alta, que existem outros desafios. O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, destacou a relevância de reduzir os gastos com combustível. Ele informou que já foram feitos acordos com governos de 17 estados tratando da diminuição do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Servios (ICMS). Em São Paulo e no Distrito Federal, exemplificou, a taxa foi de 25% para 12%. Em troca, as companhias aéreas ampliaram as rotas saindo desses estados.

Sanovicz acrescentou que outro desafio está na infraestrutura aeroportuária. Ele elogiou as concessões de diversas unidades nos últimos anos e citou como iniciativas importantes as concessões dos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O presidente da Alta, Luís Felipe de Oliveira, também elogiou o processo. “Concessão no Brasil passou por rodadas diferentes. Houve debate do setor com governo, que escutou a indústria. E nessa última rodada foi melhor. Tivemos oportunidade de aperfeiçoar processos”, afirmou.

Edição: Nádia Franco

Governo pede esclarecimentos a 11 países sobre origem do óleo

Publicado em 27/10/2019 – 09:52

Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil  Brasília

O governo federal notificou 11 países cobrando esclarecimentos sobre 30 navios mapeados dentro da investigação sobre a origem do vazamento de óleo que atingiu diversas praias do Nordeste. A informação foi dada pelo coordenador de operações navais da Marinha, almirante de esquadra Leonardo Puntel, em entrevista a jornalistas no sábado (26).

A investigação conduzida pela Marinha trabalha com a tese de que o responsável teria sido um navio-tanque. A apuração inicial avaliou 1.500 embarcações e afunilou a análise para 30 veículos marinhos de 11 países. O comandante não detalhou que nações estariam neste grupo, mas disse que o requerimento pede informações para os governos para saber se têm conhecimento de algum acidente.

Os 30 navios estão entre os que passaram pela costa do Nordeste no período, identificados por fazerem comunicações por sistemas marítimos. Conforme Puntel, os investigadores calculam que o vazamento teria ocorrido no mês de agosto, com o óleo chegando às praias no fim daquele mês.

O almirante não descartou a possibilidade de que o episódio tenha sido causado por embarcações não oficiais, denominadas “dark ships”. Neste caso, contudo, a apuração será mais complexa e terá de envolver outras fontes de informação, como análise de imagens de satélite.

Puntel declarou que não é possível afirmar que o veículo era venezuelano. Mas que pesquisas da Petrobrás teriam identificado o óleo como proveniente daquele país. “Laudo da Marinha concluiu que óleo não era brasileiro. O laudo da Petrobrás foi além, porque tem amostras de óleos de outros países. Ele é de bacias venezuelanas. O navio a gente não sabe”, comentou.

Manchas

A coordenadora-geral de emergências ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fernanda Pirilo, afirmou na entrevista coletiva que não há novo óleo nas praias.

“Não há mais chegada de óleo novo, mas algumas praias ainda têm vestígio de óleo, temos os pontos identificados em que ainda há óleo residual, a maioria nos estados de Pernambuco e Bahia”, pontuou.

O comandante Leonardo Puntel acrescentou que a despeito da dificuldade de monitorar a evolução das manchas, dado que elas se deslocam debaixo da água a partir das correntezas marinhas, o exame realizado pelos órgãos envolvidos no grupo de acompanhamento detectou que houve um decréscimo da quantidade.

“As manchas de óleo tiveram dinâmica diferente. No início de setembro e outubro ela estava tranquila, não tinha grandes quantidades. Teve período na semana passada que houve aumento do volume no óleo na Bahia, Sergipe, Alagoas e Sul de Pernambuco. E este volume começou a decrescer agora”, observou.

A coordenadora do Ibama orientou a população dos locais a não entrar em contato com a substância. Já as condições de banho de cada praia são avaliadas pelos órgãos de saúde dos estados e municípios e devem ser verificadas juntamente a esses órgãos.

Brasília

O grupo de órgãos federais encarregados da coordenação das atividades mudou sua base para Brasília. Durante esta semana, várias autoridades do governo federal estiveram em Pernambuco. O comandante da Marinha relatou que ainda permanecem coordenações locais montadas em Recife e Salvador.

A coordenadora de emergências ambientais do Ibama acrescentou que a mudança facilita a atuação do grupo, já que aproxima seus integrantes do centro de decisão política do país. Questionada por jornalistas, ela negou dificuldades na interlocução das entidades tanto em relação ao Executivo quanto no tocante a administrações estaduais.

Saiba mais

Edição: Bruna Saniele

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