Publicado em 04/10/2019 – 13:24

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil  São Paulo

Mais de 234 toneladas de lixo eletrônico foram arrecadadas até o momento por cerca de 200 mil alunos de 150 escolas do estado de São Paulo, superando a meta, que era de 220 toneladas. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (4) durante a abertura da terceira edição do Greenk Tech Show, o principal festival de tecnologia e sustentabilidade do Brasil. O evento vai até domingo (6) em São Paulo.

A arrecadação é fruto do envolvimento dos estudantes de 13 a 18 anos de 150 escolas públicas e particulares do estado que participam do segundo Torneio Greenk Intercolegial. O volume coletado nessa edição superou o arrecadado ano passado, quando foram entregues 80 toneladas. Para a próxima edição, a meta é arrecadar 600 toneladas de lixo eletrônico.

Este ano, só a Escola Municipal de Ensino de Bebedouro Professor Stélio Machado Loureiro arrecadou 41 toneladas. “Nós limpamos a cidade: foram 41 toneladas de lixo eletrônico – em média, cada morador levou dois quilos. Foi surpreendente, todo mundo abraçou a causa. Conseguimos chegar na final, ainda estamos com o ônibus cheio de lixo eletrônico para entregar”, disse a gestora da escola, Sônia Paro.

“É uma experiência muito importante para a gente, que é de longe da capital, estar aqui nesta final e participar de um torneio que é importante para todo mundo”, disse Gabriele Pereira Lopes da Silva, de 10 anos, aluna do 5° ano da escola de Bebedouro.Felipe de Souza Lima, de 11 anos,colega de Gabriele, disse que aprendeu muito com o torneio. “Aprendi a descartar o lixo eletrônico corretamente. As pessoas não podem jogar o lixo eletrônico em locais públicos porque ele demora muitos anos pata se decompor.”

Também aluno do 5° ano, Mateus de Souza Lima, de 11 anos, reconheceu que ainda tem muito o que aprender, mas disse que já ensina o que sabe até agora. Mateus ressaltou que o lixo eletrônico não pode ser descartado junto com o do lixo normal. “[Isso] faz grande estrago, e o lixo eletrônico faz muito mais estrago no meio ambiente, porque vai passando de geração em geração. Então, temos que tomar muito cuidado”, alerta o estudante.

Por enquanto a escola de Bebedouro está em primeiro lugar no ranking, mas o vencedor só será conhecido no domingo (6), no encerramento do torneio, já que as escolas participantes continuam entregando lixo eletrônico durante o evento. Se a vencedora for uma escola pública, ganhará como prêmio um laboratório de informática, com equipamentos remanufaturados, patrocinado pelos parceiros ambientais.

“Todo o lixo arrecadado nas escolas é encaminhado para os nossos parceiros ambientais. O que tem reaproveitamento vira matéria-prima que volta como equipamentos de remanufaturados”, explicou uma das organizadoras do Greenk Tech Show, Glaucia Palota.

O torneio incluiu uma campanha educacional ambiental na qual os estudantes foram desafiados a arrecadar a maior quantidade de lixo eletrônico, além de participar de campeonato de e-sports, projetos de sustentabilidade e tecnologia e cosplay.

As atrações do Greenk Tech Show 2019 ocorrem em diferentes arenas, como a e-Sports Zone, a Arena Geek, o Estúdio do Conhecimento e a Stone Zone. O evento está sendo realizado no Centro de Eventos Anhembi, em São Paulo, e a entrada é gratuita.

Movimento Greenk

Da junção de duas palavras, greek e green, surgiu o movimento Greenk, que tem como objetivo conscientizar a todos sobre a importância do descarte correto do lixo eletrônico.

O termo greek refere-se a apaixonados por tecnologia, computadores, Smartphone, games, aplicativos, séries, desenhos, app e novidades da cultura pop. Green, verde em inglês, representa também quem se preocupa com o meio ambiente.

“O movimento surgiu justamente para conscientizar para o descarte correto do lixo eletrônico, mobilizando principalmente as novas gerações. Cada vez mais aumenta a arrecadação. Na primeira edição, tivemos 2,5 toneladas; na segunda, 80; e agora já ultrapassamos a meta de 220 toneladas. Para a próxima edição, a meta é mais ousada: triplicar esse volume para 600 toneladas”, disse Gláucia Palota.

Edição: Nádia Franco