WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia


ESPAÇO DO LEITOR – Relato de um doutorando. É de ficar estarrecido ao se ler isso! ===>>> 06/12/2012

Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou
recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em
Roraima. Trata- se de um Brasil que a gente não conhece.

As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil
um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a
fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.

Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até
pessoas com um mínimo de instrução.

Para começar, o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense. Pra
falar a verdade, acho que a proporção de um roraimense para cada 10
pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense,
piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto, falta uma identidade com
a terra.

Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é
funcionária pública, (e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se
concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da
prefeitura é claro) ou a pessoa trabalha no comércio local ou recebe
ajuda de Programas do governo.

Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do território
roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas
30%, descontando- se os rios e as terras improdutivas que são muitas,
para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades.

Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a
Manaus, cerca de 800 km ) existe um trecho de aproximadamente 200 km
reserva indígena (Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00
da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada
pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os
mesmos não sejam incomodados.

Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos
americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena,
diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e
autorização da FUNAI.

Outro detalhe: americanos entram à hora que quiserem. Se você não tem
uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode
entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou
francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na
entrada de algumas reservas encontrarem- se hasteadas bandeiras
americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo
nerd com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e
joaninha e catalogá-las, mas no final das contas, pasme, se você
quiser montar uma empresa para exportar plantas e frutas típicas como
cupuaçu, açaí, camu-camu etc., medicinais ou componentes naturais para
fabricação de remédios, pode se preparar para pagar ‘royalties’ para
empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos
produtos típicos da Amazônia…

Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: Os
americanos vão acabar tomando a Amazônia. E em todas elas ouvi a mesma
resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma
senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:

‘Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles
comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam.
Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que
fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde
iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa’.

A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de
nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de
nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão
libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já
estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da
fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o
pseudo objetivo de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é
rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas
fronteiras abertas e aqui tem estrada para as Guianas e Venezuela.
Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for
americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente
diplomático). Dizem que tem muito colombiano traficante virando
venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania
venezuelana por cerca de 200 dólares.

Pergunto inocentemente às pessoas:  porque os americanos querem tanto
proteger os índios ?  A resposta é absolutamente a mesma, porque as
terras indígenas além das riquezas animal e vegetal, da abundância de
água, são extremamente ricas em ouro – encontram-se pepitas que chegam
a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e
nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO.

Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de
socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao
presidente ou a  alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa.

É, pessoal… saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil
irá diminuir de tamanho.

Será que podemos fazer alguma coisa???

Acho que sim.

Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique
sabendo desses absurdos.

Mara Silvia Alexandre Costa

Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag.Patog. FMRP – USP

Opinião pessoal:

Gostaria que você que recebeu este e-mail, o repasse para o maior
número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante
que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos
telejornais antes que isso venha a acontecer.

Afinal foi num momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus
lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza
norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao
mundo a fim de antecipar a próxima guerra.

Conto com sua participação, no envio deste e-mail.

Celso Luiz Borges de Oliveira

Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP

2 respostas para “ESPAÇO DO LEITOR – Relato de um doutorando. É de ficar estarrecido ao se ler isso! ===>>> 06/12/2012”

  • eduardo carvalho says:

    E ficamos calados! Estou triste comigo mesmo pela falta de compromisso com a nossa nação. Somos omissos, acomodados. Veja por exemplo a omissao da nossa sociedade local (Ilheus): Satelite Clube de Remo foi denunciado, neste site, a monobra criminosa do Vereador Dero, que deu o Clube como divida trabalhista para seus pais e ate agora nao movemos ma palha contra este processo…

    Eduardo – Siri

  • eduardo carvalho says:

    Como gostaria que o Costa Neto tomasse conhecimento deste depoimento. Ele como militar da reserva, ativista politico tem muito historia para contar sobre este assunto. Contata com ele Guy!

    Eduardo – Siri

Deixe seu comentário

anuncie aqui

Carregando...

Tabela do Brasileirão

contador free

nao basta

Webtiva.com // webdesign da Bahia
agosto 2019
D S T Q Q S S
« jul   set »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031


WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia