BAMIN

Rio de Janeiro, Brazil. 24th World Mining Congress. Claudio Menezes, Benedict Sobotka, Alberto Vieira e Erik Gaustad. Foto: Monique Cabral/Argosfoto

Rio de Janeiro, Brazil. 24th World Mining Congress. Claudio Menezes, Benedict Sobotka, Alberto Vieira e Erik Gaustad. Foto: Monique Cabral/Argosfoto

O Grupo definiu o curso para o desenvolvimento da BAMIN e discutiu as principais tendências tecnológicas

 

O Eurasian Resources Group (ERG) – um dos maiores produtores de recursos minerais do mundo, esteve presente no 24º Word Mining Congress (Congresso Mundial de Mineração), no Rio de Janeiro. Benedikt Sobotka, CEO do ERG, foi convidado a participar junto com os executivos das empresas AgloAmerican, Vale e o Grupo Votorantim Metals em um painel para discutir sobre o papel da tecnologia e inovação no Setor de Mineração.

Esse ano, pela primeira vez na história, o Congresso Mundial de Mineração (WMC) foi sediado pelo Brasil tendo o IBRAM, associação de mineração do país, como coordenador do evento. Cerca de 900 executivos que representam as operações em 40 países marcaram presença.  

Sobotka disse: “Como um campeão mundial no mercado de minério de ferro, o Brasil define prioridades para o desenvolvimento tecnológico do setor. Através do recente acordo com Google e McKinsey, a República do Cazaquistão, outro dos principais produtores mundiais de matérias primas diversas, tem como objetivo tornar-se pioneira no uso da análise de ‘big data’ para melhorar a eficiência de seu setor de mineração. Sendo um grande produtor e exportador de minério de ferro com operações tanto no Cazaquistão como no Brasil, estamos em uma posição única para compartilhar informações entre mercados e temos muita coisa para discutir com nossos parceiros e amigos durante esta significativa reunião global da indústria. ”

A Associação de Produção de Mineração Sokolov-Sarbai (SSGPO) do ERG, a maior fabricante no Cazaquistão com capacidade anual de 40 milhões de toneladas, tem o reconhecimento da marca em todo o mundo e é um importante player no mercado de minério de ferro.

No Brasil, através de sua subsidiária Bahia Mineração S/A (BAMIN), ERG está desenvolvendo o Estágio I do Porto Sul, porto de águas profundas perto de Ilhéus (Bahia), e o Pedra de Ferro, mina de minério de ferro a céu aberto, próximo à Caetité. O Porto Sul será parte integrante da logística do corredor Oeste-Leste sendo desenvolvido no projeto mais amplo da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). A mina Pedra de Ferro, quando estiver em operação, estará entre as produtoras de custos mais baixos do mundo.

No Congresso, Sobotka participou do painel tema “Mineração no mundo em inovação: as mineradoras do futuro”, moderado por Gillian Davidson, chefe de Mineração e Metais, Fórum Econômico Mundial. Ele foi acompanhado por Ruben Fernandes, CEO da Anglo American, Tito Martins, CEO Grupo Votorantim Metais e Clovis Torres, Diretor Executivo de Recursos Humanos, Sustentabilidade, Integridade Corporativa e Consultoria Geral da Vale.

Os palestrantes concordaram que é necessária uma adaptação dos meios de trabalho, buscando um aproveitamento maior das tecnologias, como o uso de robótica, drones e sistemas computadorizados, diminuindo a presença humana em funções consideradas de risco.

Benedikt também falou sobre as operações do ERG no Cazaquistão e no Brasil, bem como o papel da tecnologia na condução de mudanças do comportamento e das percepções dentro do setor mineiro. “Como indústria, temos de demonstrar mais vontade de experimentar novas tecnologias e assumir riscos moderados. Também devemos criar uma base de talentos equipada para responder à demanda dessa nova tecnologia. Automação e robótica só irão agregar valor, se existir uma cultura de mudança”, disse Sobotka.

“Para algumas empresas a ideia de mudança pode ser um desafio; a boa notícia é que onde a mudança gera o bem comum nós podemos, e devemos, trabalhar juntos para que ela aconteça. Por exemplo, nos últimos meses o ERG tem trabalhado junto aos parceiros da maior indústria de cobalto, organizações internacionais, ONGs e uma gama de outras partes interessadas para explorar maneiras de combater a utilização de trabalho infantil na indústria de mineração artesanal da República Democrática do Congo – outra região onde o ERG é um dos maiores produtores”, acrescentou.

Sobotka enfatizou: “Enquanto a coordenação de um grupo leva algum tempo, o leque de ações que o grupo potencialmente pode suportar está fora do alcance de qualquer organização individual. Como considero que a tenologia conduz mudanças que podem ajudar a proteger nossos trabalhadores, comunidades locais e os ambientes de sua atuação, acredito que talvez existam oportunidades semelhantes de colaboração para facilitar a verdadeira mudança.”

No geral foi observado no painel que a tecnologia pode ser um grande aliado para a indústria nos próximos anos, facilitando e otimizando sistemas de exploração de minério, tornando o processo mais eficiente, diminuindo assim o consumo de combustível ou a emissão de gases poluentes.