Ministério do Meio Ambiente
Secretaria de Biodiversidade e Florestas

Departamento de Áreas Protegidas
Cadastro Nacional de Unidades de Conservação
SEPN 505, Lote 2, Bloco B, Ed. Marie Prendi Cruz, sala 405 CEP 70.730-542. Brasília, DF.
Telefone (61) 2028-2064 Fax (61) 2028-2063 – E-mail:cadastro@mma.gov.br
 
Relatório Parametrizado – Unidade de Conservação
Data: 12/12/2017 23:58
 
Total de Registros encontrados: 1

 


Filtros utilizados:

Nome da UC: PARQUE MUNICIPAL NATURAL DA BOA ESPERANÇA
Esfera administrativa: Municipal
UF: BA
Município: Ilhéus
Órgão gestor: Prefeitura Municipal de Ilhéus – BA
Categoria manejo: Parque
Região: Nordeste


 

Unidade de Conservação: PARQUE MUNICIPAL NATURAL DA BOA ESPERANçA  
Código UNEP-WCMC (World Conservation Monitoring Centre)  
Código UC 1360.29.2321
Nome do Órgão Gestor Prefeitura Municipal de Ilhéus – BA
Esfera Administrativa Municipal
Categoria de Manejo Parque
Categoria IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais) Category II
Bioma declarado Mata Atlântica
Objetivos da UC Considerando o fato da UC ser de proteção integral e só permitir o uso indireto dos recursos naturais, seus objetivos são: Manter a diversidade biológica; Proteger as espécies raras, endêmicas, vulneráveis ou em perigo de extinção; Preservar e restaurar a diversidade do ecossistema natural; Estabelecer o princípio do uso sustentável dos recursos naturais nas intervenções ali realizadas; Proteger a paisagem natural e beleza cênica do Parque; Proteger e recuperar os recursos hídricos e edáficos de sua bacia hidrográfica; Incentivar as atividades de pesquisa cientifica, estudos e monitoramento de natureza ambiental; Favorecer condições para educação ambiental e ecoturismo; Gerar emprego e renda com aproveitamento do potencial natural existente visando a auto-sustentabilidade do Parque; Recuperar áreas degradadas com espécies nativas da Mata Atlântica; Proteger o Sítio Histórico Nacional existente na área; Proteger recursos em áreas de manguezal; Proporcionar atividades de ecoturismo; Proteger a fauna silvestre; Proteger as espécies raras, endêmicas, vulneráveis ou em perigo de extinção.
Informações Complementares O Parque Municipal da Boa Esperança, é uma UC de Proteção Integral localizada em área urbana no Município de Ilhéus, sendo considerado um dos poucos maciços com estrutura de floresta tropical primária dentro de um perímetro urbano em todo o Brasil. Vale ressaltar aqui que o ato legal para correção da categoria da UC para “Parque Natural Municipal da Boa Esperança” está sendo executado, por força do §4º do Art. 11 da Lei 9.985/2000 que diz que as unidades da categoria Parque Nacional, quando criadas pelos municípios, serão denominadas “Parque Natural Municipal”.
Municípios Abrangidos Ilhéus (BA)
Conselho Gestor Sim
Plano de Manejo Sim
Outros Instrumentos de Planejamento e Gestão Sim
Qualidade dos dados georreferenciados Correto (O polígono corresponde ao memorial descritivo do ato legal de criação
Em conformidade com o SNUC Sim
Data da última certificação dos dados pelo Órgão Gestor 01/12/2015
Estados Abrangidos BA
Contato: 
Gestor da Unidade  
Endereço da Unidade Praça Barão do Rio Branco, nº 149
CEP 45655000
Bairro Cidade Nova
UF BA
Cidade Ilhéus
Site da UC  
Telefone da UC  (73) 36348200
E-mail da UC  

Atos Legais
Finalidade Tipo Documento Número Instr. de Publicação Data Documento Data Publicação Área Shape (ha) Área Documento (ha) Qualidade do shape
Alteração de nome Lei ordinária Lei 3.756 Diário Oficial 09/11/2015 16/11/2015 0 437 Corresponde ao memorial descritivo do ato legal
Criação Lei complementar 001 Diário Oficial 07/06/2001 07/06/2001 0 437 Corresponde ao memorial descritivo do ato legal
Fatores Bióticos
Existem espécies migratórias Não
Espécies migratórias  
Descrição da vegetação Segundo inventário florestal, elaborado pelos pesquisadores da CEPLAC, The New York Botanical Garden e UESC, a vegetação existente no Parque é de formação “mata higrófila sul baiana” sobre solo rico e dispõe de uma área de 432 ha que, embora apresente trechos perturbados, possui grande área de mata primária. O inventário fitossociológico ali realizado incluiu todos os indivíduos com 5 cm ou mais de diâmetro à altura do peito (DAP); as medidas de altura do fuste e abertura total, assim como outras informações foram tabuladas para cada indivíduo identificado pela plaqueta de alumínio, numa ordem crescente de números, dentro das 50 parcelas (10 x 20 m) que compõem o hectare em estudo. Nesta primeira fase foram concluídas 30 parcelas. Dessa área (60% do hectare), 1183 árvores foram marcadas, medidas e coletadas. A família mais comum foi Moraceae com 166 indivíduos, seguida de Myrtaceae, com 105, Sapotaceae, com 89, Euphorbiaceae, com 81 e Burseraceae, com 69. A mata possui estratos bem definidos com o estrato herbáceo rico e uma grande incidência de epífitas. O estrato superior é representado por espécies das famílias Moraceae, Sapotaceae, Euphorbiaceae, Leguminosae, Lecythidaceae e Burseraceae, sendo a Juerana-prego (Parkia pendula) possivelmente a espécie emergente e o Condurú (Brosimum rubescens) a árvore de maior freqüência na área. Muitas são as espécies de interesse econômico como as árvores produtoras de madeira comercializáveis, como muitas espécies de Leguminosae, Lecythidaceae e Chrysobalanaceae. O sub-bosque é também rico e diversificado com muitas espécies das famílias Rubiaceae, Apocynaceae, Aracaceae e Clusiaceae. Vale ressaltar a presença de plantas de interesse como a presença de Virolla afficinallis (Myristicaceae) e das palmeiras Attalea funifera (piaçava) e Euterpe Edulis (jussara), utilizadas na região como produtoras de fibra e para extração de palmito. Espécies novas para a ciência já tem sido identificadas no local como uma espécie de Picramnia (Simaroubaceae). A riqueza do estrato herbáceo se concentra em espécies das famílias Araceae, Acanthaceae, Bromeliaceae, Marantaceae e do grupo de Pteridófitas e, geralmente atesta o bom estado de preservação de trechos dessa formação vegetal. A presença de endêmicos restritos já identificados na área, tais como Hypolytrum bullatum (Cyperaceae), Zomicarpa riedeliana (Araceae) e diversas espécies da família Gentianaceae, de singular hábito saprófita, podem ser considerados como destaques e, por si só, justificam a importância da mata sob o ponto de conservação. Quanto a vegetação encontrada na extensa área de manguezais, que surge às margens do rio Itacanoeira ou Fundão, em área do Parque e seu entorno, são representada por Rhizóphora mangle (mangue vermelho), Lagunculária racemosa (mangue branco), e Avicenia sp (mangue preto). Formam um cordão protetor entre a Mata Atlântica e a zona estuarina. Apesar de sofrer pressões antrópicas das populações que residem nas suas imediações, principalmente na extração de esteios e varas para construção, na exploração de palmito e piaçava, na exploração de plantas medicinais e para rituais religiosos, a área do Parque Esperança ainda guarda significativos exemplares de vegetação primária.
Espécie endêmica da flora Parinari alvimii Prance (RARA) Arapatiella psilophylla Chamaecrista duartei (H.S.Irwin) H.S.Irwin & Barneby Hirtella bahiensis Prance Licania belemii Prance (exclusiva do domínio atlântico) Sloanea obtusifolia (Moric.) K. Schum. Couepia impressa Prance Erythroxylum andrei T. Plowman Zollernia modesta Plinia calosa Attalea funifera Mart Esenbeckia grandiflora Pavonia cauliflora (Nees e Martius) Fryxell / Goethea cauliflora, Nees. Espécie típica, peculiar das florestas de Ilhéus
Espécie endêmica da fauna Echimys pictus Acrobatornis fonsecai (Pacheco,Whitney & Gonzaga, 1996)
Fatores Abióticos
Descrição do relevo O Parque Esperança está incluída na Bacia do Sete Voltas, inserida na Província Geomorfológica dos Planos Orográficos Orientais (Leite, 1976). O relevo local apresenta padrões plano, caracterizado por suas formas aplainadas de topo achatado, ondulado, área essencialmente integrada por seqüências arredondadas do relevo suave ondulado. A declividade entre 1º e 11º, correspondendo a 1,75 e 19,43 % e tem uma altitude média de 80 m. (mapa SUDENE 1:100.000).
Descrição do solo Regionalmente este solo é classificado como, Latossolo Vermelho Amarelo variação Valença (Carvalho Filho, 1987). No fundo de alguns vales em pequena proporção ocorrem solos hidromórficos, que constituem um grupo de solos indiscriminados, que tem características comuns resultantes da grande influência do lençol freático próximo à superfície ou mesmo na superfície. Foi mapeado como solo com horizonte óxido (B latossólico). Solos desenvolvidos sob condições de clima tropical onde vigoram temperaturas e precipitações relativamente elevadas. Em função de sua pedogênese, os solos do Parque Esperança são caracterizados, como solos profundos com mais de dois metros de profundidade efetiva, ácidos (pH entre 4,5 – 5,5), carentes em bases trocáveis, saturação de bases baixas (menor que 35%); baixa reserva de minerais primários (micas, feldspato, pirogênicos, etc.) e argilas do tipo 1:1 dominantes; consistência friável, boa porosidade e permeabilidade, estrutura macia e boa drenagem, baixo conteúdo de silte, ausência de pedras e calhaus na massa do solo; pouca diferenciação morfológica de horizontes (cores difusas) e no geral, gradiente textural baixo (teor de argila do B / teor de argila do A menor que 2); carência de cerosidade e índices de laterização baixos.
Descrição da geologia Sob o aspecto geológico, Gonçalves (1975), enquadra a área no Pré-Cambriano Inferior, constituído por um cinturão granulítico com gnaisse e biotita migmatizados de núcleos graníticos, níveis de grafite e manganês, ocorrendo três formas fisiográficas bem definidas aí ocorrem: a Planície Fluviomarinha do Almada, o Tabuleiro e o Complexo Cristalino.
Descrição da hidrologia Esta UC está inserida na Região de Planejamento e Gestão das Águas (RPGA) do Leste, conforme designado no Plano Estadual de Recursos Hídricos da Bahia – ou das Bacias Hidrográficas do Leste (BHL), de acordo com a denominação adotada pelo seu Comitê e correspondente a 1,68% da área do Estado da Bahia. Tem como limite ao Norte a RPGA do Rio das Contas e ao Sul a RPGA do Rio Pardo. É composta por três bacias hidrográficas: rio Almada, rio Cachoeira e rio Una.
Pluviosidade 1.800
Temperatura máxima 28
Temperatura média 24
Temperatura mínima 22
Altitude máxima 60
Altitude mínima 0
Clima 0
Presença Humana
Ano Não Tradicional Tradicional Indígena Quilombola Total
Int. Amort. Int. Amort. Int. Amort. Int. Amort.
2015 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Infra-estrutura: Comunicação
Telefone Não
Internet Não
Sistema de rádio Não
Sinal de telefonia celular Sim
Computadores Sim
Infra-estrutura: Benfeitorias
Portaria Não
Centro de visitantes Não
Sede no limite da UC Não
Guarita Não
Mirante Não
Abrigo Não
Alojamento Não
Camping Não
Hotel / Pousada Não
Lanchonete Não
Restaurante Não
Estacionamento Não
Laboratório Não
Residência de funcionários Não
Atracadouro Não
Infra-estrutura: Meio de Transporte em Operação
Veículos leves Não
Veículos de tração Não
Veículos pesado Não
Embarcação miúda Não
Embarcação médio porte Não
Motocicleta Não
Infra-estrutura: Energia
Energia da rede Não
Sistema de energia renovável Não
Gerador diesel/gasolina Não
Voltagem Não Informado
Infra-estrutura: Saneamento Básico
Possui banheiros Não
Tipo de abastecimento de água Sistema local com água sem tratamento
Destinação do esgoto Não informado
Infra-estrutura: Atendimento a Emergência
Grupo de busca e salvamento  
Desfibrilador  
Soro antiofídico  
Ambulância  
Ambulatório  
Outro tipo de estrutura de emergência  
Acesso
Portão de Entrada UF Município Descrição Aeroporto
Aspectos Fundiários
Situação fundiária das Unidades Totalmente regularizado
Percentual de Área devoluta 0
Percentual de Área titulada a União 0
Percentual de Área titulada ao Estado 0
Percentual de Área titulada ao Município 100
Percentual de Área particular 0
Percentual de Área com titulação desconhecida 0
A área está ocupada? Não
Qual o percentual de demarcação? 100
Recurso Humano
Ano 2015
Regime trabalhista Atividade Meio Atividade Fim Total
Fund. Méd. Sup. Esp. Mest. Dout. Fund. Méd. Sup. Esp. Mest. Dout.
Efetivo 0 0 0 0 0 0 11 0 0 0 1 0 12
Total Anual 12
Visitação
Situação da visitação Fechado
Valor ingresso nacional (R$)  
Valor ingresso mercosul (R$)  
Valor ingresso estrangeiro (R$)  
Valor ingresso outros (R$)  
Possui cadastro de visitante?  
Observações da Visitação Aberto apenas para pesquisadores
Período para a visitação  
Visitação Controle
Visitantes pagantes nacional  
Visitantes pagantes mercosul  
Visitantes pagantes estrangeiros  
Visitantes pagantes outros  
Visitantes não pagantes  
Programa e Proteção Especial
Nome Esfera Tipo
Uso dos Recursos
Ordem Utilização Tipo de Recurso Observação
3 Atividade indireta (visitação, turismo)  
1 Recursos Hídricos A barragem é um grande atrativo para a comunidade que vive no entorno do Parque
2 Pesca Por estar próximo ao Rio Fundão, parte da Unidade alimenta as camadas mais carentes da população do entorno
Educação Ambiental
Atividades de educação ambiental vinculadas ao ensino formal a UC Não
Atividades interpretativas/educativas oferecidas aos visitantes Não
Campanha de educação ambiental para usuários dos recursos naturais Não
Campanha de educação ambiental no entorno Não
Outros programa de educação ambiental