Comissão discute Ferrovia Oeste Leste e Porto do Malhado

Mais uma reunião, para fotos e blá blá blá.

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Os deputados da Comissão Especial da Ferrovia Oeste Leste (Fiol) e do Porto Sul da Assembleia Legislativa da Bahia se reuniram na manhã desta quarta-feira (14/10), com do chefe da Casa Civil, Bruno Dauster para tratar das novas perspectivas de viabilização da Fiol com a sua integração no Porto do Malhado em Ilhéus.

Segundo o secretário, antes da implantação do Porto Sul, o Porto do Malhado se apresenta como uma alternativa para auxiliar no processo de escoamento de cargas que serão transportadas pela Fiol. Para a viabilização do porto, o governo pretende, em um primeiro momento, e até o primeiro trimestre de 2016, começar um processo de concessão ou de uma Parceria Público Privada (PPP), não sendo descartada a possibilidade do investimento ser realizado através de recursos do Estado.

O investimento de R$ 150 milhões contempla a implantação de uma via expressa ligando o terminal até o sistema rodoviário do entorno de Ilhéus, visando garantir boa acessibilidade ao porto com o retirada de carga pesada do centro da cidade; bem como obras de dragagem e recuperação dos berços, ampliando a capacidade de 10 m para 12 m. Com as intervenções, o porto terá a capacidade de escoamento de cerca de 5 milhões de toneladas/ano. A base principal desta carga será de grãos, como soja, algodão e milho, podendo operar também cargas menores de minério. A obra tem previsão para início em 2016 com conclusão em 24 meses.

Após o término das obras do Porto Sul e ligação com a Fiol, o Porto do Malhado poderá ser usado como terminal complementar, destinado a serviços de cabotagem e o Porto Sul se dedicaria ao transporte de longo curso, com navios de maior capacidade.

Para a deputada Ângela Sousa (PSD), membro titular da Comissão, é extremamente importante estabelecer um diálogo permanente com o governo da Bahia, com o intuito de ampliar o debate e encontrar formas de interligar às atividades da Fiol ao Porto de Malhado, em Ilhéus, além de garantir o funcionamento da Ferrovia . “A luta prosseguirá até a conclusão dessas obras, visto que se tratam de projetos fundamentais para a interiorização do desenvolvimento da Bahia, em especial da região cacaueira”, expressou.