VANE, A EQUIPE

 25/11/2012 as 7:45  editor Blog do Ricky

Por Marcel Leal

Ao longo da semana muitas pessoas me perguntaram o que achei da equipe anunciada por Vane para a prefeitura de Itabuna a partir de janeiro.

Os nomes são novos e quebram o circulo vicioso de gente que entrou para melhorar sua vida, não a da cidade.
Nos últimos oito anos a cidade sofreu com o egoísmo e o desprezo de quem assumiu os cargos da prefeitura.

Eles só se preocupavam com o próprio umbigo, bolso e ilusões de poder.
A equipe anunciada por Vane traz claramente um perfil oposto, com pessoas de retidão comprovada, pessoas que não buscam dinheiro nem poder.

São pessoas que terão sua vida atrapalhada pelo tempo que precisarão dedicar à prefeitura.
Mas aceitam o desafio por confiar nas intenções de Vane, de dar a Itabuna uma gestão que não nos envergonhe.
Conheço o perfil de quase todos, mas posso falar melhor de alguns mais próximos.
É o caso, por exemplo, de Marcos Cerqueira, exemplo de honestidade e humildade.
Não poderia imaginar alguém mais adequado para cuidar das finanças. É do tipo “só gasto em último caso”.
Tem a austeridade que Itabuna precisa para recuperar os 20 anos que perdeu em 8.

Outro de seriedade muito grande é Marcos Monteiro, de família excelente, exemplo de colega, de profissional.
Ricardo Campos já provou seu valor dirigindo a própria Emasa na época de Geraldo. Fez um trabalho excelente e impecável.
Outros não são tão próximos, mas provaram o que pensam e fazem ao longo dos anos em suas atividades.
Não há ninguém que possa jogar um pedregulho sequer na reputação de Dinalva Melo, de Clodovil Soares, de Ubiratan Pedrosa.
Alguns já tem uma fama que os precedem, casos de Lanns Almeida Filho, tido como um “trator” no trabalho que vem fazendo na CAR.
Ou Harrisson Ferreira Leite, uma revelação grapiuna na área do direito, apesar da cara de menino (e não, não é clone de ACM Neto…).

José Humberto Martins é outro que só tem admiradores, pelo seu equilíbrio, pela eterna simpatia e calma.
Resumindo, a equipe de Vane foi escolhida com muito critério e dá para confiar nela.
Espero que o escalão logo abaixo também seja escolhido dentro dos mesmos critérios de capacidade técnica e caráter irretocável. É necessário.

Se o escalão inferior for mal escolhido, pode acabar com as intenções e o trabalho dos chefes das pastas.
Como fiz com todos os que já ocuparam a cadeira de prefeito, Vane terá seis meses de “passe livre” para mostrar a que veio. Neste período só terá críticas construtivas de nossa parte, na intenção de ajudar a corrigir algum rumo.
Depois disso, terá que andar sempre na linha, porque acima do que eu penso está meu compromisso com o leitor, com o cidadão que confia no jornal.

Mas, pessoalmente, acho que Vane e Wenceslau farão um governo à altura de Itabuna. Eu confio nos dois e vou procurar ajudar no que puder. Itabuna precisa…

Dois exemplos:
Duas coisas boas me chamaram a atenção durante as entrevistas de Wenceslau Júnior (na rádio Morena FM) e de Dinalva Melo, nesta edição.
Wenceslau tocou num ponto importante, do qual a gente quase não fala por causa da avalanche de problemas de Itabuna no dia a dia.
Ele falou de planejar a cidade não para 4 mas para os próximos 20 anos. Aleluia…

É esta falta de planejar o futuro que fez Itabuna continuar sem rumo, resolvendo apenas as questões imediatas.
Foi a diferença entre o que aconteceu em Conquista e o que aconteceu com a gente.
Itabuna tem que pensar como vai lidar com o trânsito, a saúde, a necessidade do cidadão daqui a 20 anos.
Cada rua aberta tem que considerar como ela estará em 20 anos. Quanto de energia vamos precisar? E escolas, postos de saúde, parques?

São boas falas.
Já a Dinalva tocou na falta de incentivo à leitura como fator inibidor de melhor educação.
Mais que isso.

Sua cabeça iluminada alertou que não basta apenas educar o aluno, que é preciso incentivar os pais a ler como forma de criar um ambiente que incentive os filhos a também buscar conhecimento.

Isto é visão de educadora, assim como a de Wenceslau é a de um planejador.
São bons sinais de como pensam Vane e sua equipe.
Quem sabe Itabuna possa crescer, em todos os sentidos, nos próximos anos. Torcemos.

Publicado originalmente na Coluna “Carta ao Leitor” no Jornal A Região