PAULO CÉSAR MATOS MACHADO

Sensação de paz, de dever cumprido. Há um corpo cansado pela luta, pela festa, mas um coração azul pulsa no peito, expressando tranquilidade, dizendo-me: valeu, valeu pela vitória sobre a mentira, a insensatez, a prepotência de quem quis destruir Ilhéus nos últimos 08 anos. A Vitória nasceu de cada militante, no riso simples da gente simples, dos morros sedentos por obras, da periferia querendo segurança, querendo coisas básicas como a coleta de lixo regular. Confesso que acordei com um riso estampado no rosto, com os olhos fitos no horizonte, sabendo que Ilhéus soube vencer a dissimulação, os conchavos, a rapinagem, os urubus espalhados nas ruas, e outros concentrados no Palácio Paranaguá.

Em Jabes vi a esperança nos olhos ternos dos mais simples, divisei uma esperança procriada nas canções nascidas pelas crianças, nos velhinhos e velhinhas mostrando  fotos de outrora como um troféu a um general cercado por bandeiras azuis, erguidas pelo sentimento esperançoso de melhores dias. Como um exército azul, comandando por um general triunfante vi a campanha solidificar-se nos apertos de mãos, nos beijos dados e na expressão terna nascida na boca do povo: volta Jabes, volta meu prefeito. Jabes voltou, voltou no colo da mãe Ilhéus, tendo na consciência um dever a ser cumprido, mas devolvendo a esta mãe o sentido de liberdade e vitória, como fazem os generais vitoriosos.