SOBRA PROPAGANDA, FALTA GESTÃO

30/abr/2012 . 10:01 Artigos Autor: C.Bahiana Comente
Paulo Azi critica falta de planejamento do governo Wagner

Apesar de minoritária, a oposição ao governo Jaques Wagner na Assembleia Legislativa não está tendo muito trabalho este ano para atacar a administração petista. Ela própria se desgasta em meio a barbeiragens políticas e vacilos administrativos, em tal proporção que faz do governo praticamente um oposicionista de si mesmo.

Os problemas são de toda ordem, começando pela dificuldade no relacionamento com o movimento sindical, o que não se deveria esperar de um governador que saiu exatamente dessa base. A falta de diálogo durante a greve da Polícia Militar se acentuou com a paralisação dos professores, que acusam o governador de faltar com a palavra, por não querer cumprir um acordo por ele assinado. Mais de 1,5 milhão de estudantes sofrem por isso.

Na questão do semi-árido, que enfrenta uma das maiores – senão a maior – secas de sua história, a falta de gestão é evidente, como aponta o líder da minoria na AL, deputado Paulo Azi (DEM). “O único programa de combate à seca realizado pelo governo Wagner foi a construção de cisternas, mas a verdade é que não existe uma obra de estrutura hídrica no Estado”, afirma o parlamentar. E complementa: “o governo ainda determinou um aumento abusivo da tarifa da Embasa, em 13%, o dobro da inflação do ano passado”.

É difícil entender o que era o tão divulgado e festejado programa Água para Todos, quando se tem mais da metade dos municípios baianos sofrendo os horrores da seca, alguns se transformando em cidades fantasmas.

O líder da oposição cita números que demonstram a falta de planejamento do governo. Em 2011, o orçamento tinha R$ 106 milhões em recursos para o combate à seca; para 2012, mesmo se podendo prever a estiagem, a verba despencou para R$ 56 milhões.

Basta chegar ali, no vizinho Pernambuco, para se notar uma realidade bem diferente, e infinitamente melhor, que a triste situação da Bahia, que nem com a ajuda de todos os santos está conseguindo superar tantas mazelas.

Como diz o outro, “estranho, hein!”.