Vladimir Hughes – Economista

A política do país vem sendo atingida pelos pingos da cachoeira. Em verdade é que o PT, como estratégia revanchista, para não dizer chauvinista, ao perceber que o Demóstenes tinha aberto o flanco, partiu para a descompostura pública. A vingança por todo este período, de paladino da moralidade, de demonstrar a corrupção petista, levou aos deputados e senadores abrirem uma comissão mista de investigação. Só que, como dizem os chineses, a vingança é uma cusparada para cima, vai e volta no rosto de quem cuspiu.

Dilma, a companheira passou incólume o primeiro ano de governo. Bateu de frente com a sua base aliada, não arregou. Só que agora, a vingança petista pode se virar contra eles e ela. A Delta Construtora, os financiamentos de campanhas eleitorais, o uso de recursos da contravenção (coisa já ocorrida no Rio Grande do Sul onde bicheiros financiaram campanhas do PT) e, por fim, o mar de lama que poderá bater nas portas do Palácio do Planalto.

A cachoeira de corrupção é democrática, atinge desde o DEM, passando pelo PSDB até o PT. Já colocam os Governadores de Brasília e Goiás na mesma vala. E vai atingir muita gente. Não se admirem desta Cachoeira visitar a cidade do Pé Junto.

Por isto que eu digo que a política feita com raiva ou com rabo preso, um dia a casa cai. E o dano causado pelo PT? Depois da avaliação da merda feita tentou tomar as cadeiras da CPMI para não deixar passar a verdade. Como sempre, isto é como tapar o sol com a peneira. Não se admirem de terem diversos petistas nos esquemas de facilitações, bem como outros partidos de apoio a base política, viciadas no toma-lá-dá-cá. Enquanto isto, a companheira Dilma poderá ter seu primeiro abalo sísmico. Havendo provas que a Delta financiou a sua campanha, isto promoverá uma rachadura na sua imagem de política honesta e de combate à corrupção.

Infelizmente, a loucura de pessoas vingativas e venais, com um passado nojento, pode levar de roldão a imagem da presidente e mais uma vez no PT. Fazer política com “p” minúsculo dá nisso. Isto é o mesmo que acontece em nossa cidade. A política fisiológica do PT ligada a grupos políticos já falecidos transformam a eleição em um festival de besteira. O grande defensor de uma candidatura de uma mulher na cidade, é um certo médico, cujo condinome é Rolando Lero Jogador de Poker. Aí, para tentar aparecer, faz o jogo de bater no Jabes, como Jorge Viana fazia na época de Valderico. Porque ela a candidata não aparece batendo? Será que deve algo? Talvez a verdade apareça e aí ficará difícil contornar? O que este povo fez na DIREC que o Secretário de Educação do Estado não os quis de volta, apesar de tanto out doors?

Portanto, peço aos políticos daqui e de fora a dureza com a corrupção. Mas não vamos colocar engavetadores gerais, o povo quer saber quem se beneficiou das águas da cachoeira. Também não vamos colocar julgadores inidôneos ou com o passado repleto de safadezas para participar da lavagem de roupa suja. Pois quem tem mãos sujas podem sujar mais que lavar. E em nossa cidade vamos ter certos cuidados. Dilma não é Carmelita. A história de Dilma é muito diferente da de Carmelita. Como a pesquisa do DATAFOLHA identificou, todos querem a volta de Lula, e não manter a mulher, pois ela é gritona, mandona e não tem a habilidade política do ex-presidente. Apesar de achar o contrário, que o jeito dela me apetece com gestora e política.