Governo Estadual promete ajudar na aceleração da ferrovia.

by jornaloexpresso

O governador Jaques Wagner se reuniu na manhã desta segunda-feira (9), em Jequié, no canteiro de obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), com os ministros Miriam Belchior, do Planejamento, e Paulo Sérgio Passos, dos Transportes. O objetivo da reunião, que contou com representantes das empresas projetistas e executoras da obra, foi fazer uma análise do estágio em que se encontra. 
Antes da reunião, a comitiva sobrevoou o canteiro de obras da ferrovia. O primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste tem 537 quilômetros de extensão, dividido em quatro lotes, entre os municípios de Ilhéus, no sul do estado, e Caetité, sudoeste baiano.

O prefeito Humberto Santa Cruz assistiu ao encontro. 
A Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., órgão do governo federal responsável pela execução das obras, prevê que o trabalho esteja concluído em junho de 2014. Para isso, algumas decisões foram tomadas durante a reunião de trabalho em Jequié. Segundo o governador Jaques Wagner, o Governo do Estado vai colocar uma equipe para trabalhar junto aos ministérios e às concessionárias, a fim de auxiliar no que for preciso.

Afirmou o Governador:

“Os empresários falaram de suas dificuldades, principalmente com algumas desapropriações e licenças ambientais e nós do Governo do Estado vamos, junto com os ministérios, formar uma força-tarefa e ajudar nesses processos, na medida em que as negociações são com proprietários baianos e na justiça baiana.”

O governador disse ainda, que com as reuniões de avaliação e a união dos governos federal e estadual a obra vai ganhar o ritmo devido. “A impressão que tenho, depois desse encontro, é muito positiva e acredito que a partir daqui teremos um ritmo mais constante e melhor do que tivemos desde a licitação”.

Os dirigentes baianos sabem que a idade adulta das províncias mineradoras da Bahia e a competitividade do agronegócio do Oeste passam pelo leito da ferrovia. O salto para o futuro da Bahia tem aí um dos seus nós górdios. Se vier acompanhado do porto, é lógico. A Bahia não pode e não deve esperar por mais uma década pela ferrovia, enquanto constrange seu crescimento em estradas rodoviárias acanhadas.