Archive for maio 3rd, 2011
ATENÇÃO FOTÓGRAFOS, JORNALISTAS E ASSESSORES DE IMPRENSA.
O grande sucesso da blogosfera reside justamente na rapidez e dinâmica da exposição dos fatos.
O blogueiro não tem o tempo necessário para diagramar e montar postagens, como uma revista ou jornal.
Portanto é de bom alvitre uma colaboração maior no envio de matérias.
As fotos bastam ter o tamanho de 640 pixels, é o bastante e recomendado para sites e blogs.
Os textos podem ser mais curtos e enxutos, textos longos o internauta só tem paciência para ler, se for um artigo ou uma cronica.
Por último é bom lembrar que ainda estamos na internet banda ‘estreita’.
ESPAÇO DO LEITOR – CONCURSO DA PREFEITURA DE ILHÉUS.
Sarrafo,
você que é curioso, gostaria de que descobrisse se a prova do concurso da Prefeitura vai ser a mesma que estava sendo vendida. A empresa é a mesma, se não foi confeccionada outra prova, me diga se há seriedade neste concurso. Quantas provas e gabaritos já tinham sido comercializadas antes de se descobribir a fraude? Pairam dúvidas também se algum membro da própria Prefeitura não tenha também provas e gabaritos em seu poder. Alguns inscritos já estão providenciando a documentaçao para a admissão, tamanha é a certeza da aprovação contando com o apadrinhamento de pessoas influentes no governo, conversas que se pode ouvir a boca miuda nos corredores palacianos. Não é justo que pessoas que estão se matando de estudar, gastando dinheiro e tempo com cursos preparatórios sejam ludibriados.
TRANSFERÊNCIAS DE RECURSOS FEDERAIS, PARA O MUNICÍPIO DE ITABUNA NO TRIÊNIO 2008, 2009 E 2010.
Fonte: Portal da Transparência.
Os recursos transferidos, são as chamadas verbas carimbadas, e estão em ordem de função/programa.
Aonde esse dinheiro foi parar, não sei.
Ano de 2008 – 168.731.439,32
Ano de 2009 – 115.601.833,11
Ano de 2010 – 119.700.305,79
ESPAÇO DO LEITOR – UM ARTIGO SOBRE ONGS.
Assunto: Sobre ONGS
De tanto ouvir e ler sobre esse Porto Sul…veja o que encontrei sobre as tais ongs. Será que é o caso? Leia se tiver tempo. Achei muito parecido com os seus conceitos.
Calma! Não comece a me tratar como se eu fosse um vendedor da Sinaf querendo te passar um plano funerário na sua festa de aniversário. Sei que existem algumas – poucas – ONGs que são sérias e que dependem de ajuda para fazer seus trabalhos, mas não sejamos inocentes em acreditar que todas são, porque senão vou te oferecer um excelente negócio com um herdeiro nigeriano.
Lendo um excelente artigo do professor Demétrio Magnoli, no qual ele jogava uma luz sobre a real situação da miséria no Haiti e exortava quem lesse para que não doasse dinheiro àquele país, porque este numerário fatalmente cairia no buraco negro das ONGs, eu percebi como essas entidades muitas vezes obscuras alimentam-se da pobreza global para existir.
Não é uma afirmação insensível essa, apesar de parecer assim de primeira. Podemos dizer que as ONGs só existem porque existe pobreza, mas será mesmo que essas entidades, algumas milionárias, querem mesmo erradicar o que lhes dá sustento?
Destaco um trecho do artigo do professor Demétrio sobre o Haiti que me parece primordial para o entendimento do problema que são as ONGs:
“O dinheiro arrecadado não chegará nunca às pessoas que perderam o quase nada que tinham. Será desviado para financiar os intermediários entre o mundo e o devastado país caribenho: as ONGs internacionais, às vezes associadas à diminuta, cleptocrática elite haitiana. Já era assim antes do terremoto (…) o Haiti é um protetorado da ONU governado pelas ONGs. Obviamente, existem ONGs bem-intencionadas, mas não é esse o ponto (…) as pessoas não têm direitos, a não ser o de aguardar na fila até que o funcionário de uma ONG lhes estendam um prato de comida. É assim há anos, bem antes do terremoto.”
Será que, de posse dessas informações, sustentar ONGs e apoiá-las é uma idéia tão boa assim? Você que me lê, gostaria de uma vida assim para sua família?
Para vocês terem uma noção, até o Viva Rio (!!!) está no Haiti, como se já não houvessem pobres suficientes para eles aqui no Brasil.
Isso aliás lembrou bem uma história que ouvi de uma pessoa que trabalha no serviço público junto às populações que beiram o lumpesinato, se já não estão nele totalmente. Ela contou que precisava por vezes apartar as brigas de ongueiros, dizendo para eles que “tem pobre pra todo mundo“.
Numa excelente abordagem do assunto, o filme “Quanto vale ou é por quilo?”, do diretor Sérgio Bianchi, mostra sem muitos rodeios o absurdo que é a falência das instituições nacionais no Brasil e a sua paulatina substituição pelo assim chamado “Terceiro Setor”.
Assim como no Haiti, somente a ausência de um estado possibilita o caldo de cultura para que essas entidades atuem. Assim como no Haiti, imensas populações no Brasil dependem dessas ONGs para comer, estudar, vestir, receber tratamento médico e, claro, essas mesmas ONGs recebem muito dinheiro de doadores privados e públicos para substituir o estado em suas obrigações.
É uma imensa engrenagem de marketing, logística, solidariedade subvencionada.
Aí me pergunto: é realmente uma coisa boa? Ou isso é um imenso mercado que movimenta milhões ao redor do planeta e que mais se assemelha a uma máfia? Só que ao invés de traficar escravos, drogas ou explorar a prostituição, esta é a máfia da pobreza.
São empresários, profissionais enjeitados pelo mercado e pelo serviço público e aproveitadores que, repito, se não perfazem a totalidade dos “ongueiros”, pelo menos constituem uma grande porção destes.
Toda essa gente sustentada como nababos a partir das doações que a miséria e a ausência do estado proporcionam, teria qual interesse em promover a erradicação da miséria e o retorno do estado?
É por isso que faço coro, mais uma vez, ao professor Demétrio e digo: eu não dou dinheiro para ONGs (e se faço, procuro conhece-la bem mais do que sua propaganda conta) e espero que, uma vez sabendo disso tudo, todas as pessoas pensem bem antes de fazê-lo também






