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PRISÃO DE ÍNDIOS EM ILHÉUS – JORNAL A TARDE.

29/04/2011 às 21:38

| ATUALIZADA EM: 29/04/2011 às 22:18 | COMENTÁRIO (0)

PF prende mais três índios por cobrança de pedágio ilegal

Camila Meira l Sucursal Itabuna

Luiz Tito/Agência A TARDE

Cacique Gildo responderá por formação de quadrilha

Cacique Gildo responderá por formação de quadrilha

A Polícia Federal de Ilhéus (a 455 km de Salvador) prendeu nesta sexta-feira, 29, três índios tupinambás acusados de extorsão e formação de quadrilha. Entre eles, está o líder da tribo, cacique Gildo, que responde pela cobrança ilegal de pedágio em uma estrada de acesso local na altura do km-22 da rodovia Ilhéus-Una, no distrito de Olivença.

A ação desta sexta foi um desdobramento da operação realizada no último dia 5, quando dois índios foram presos em flagrante após tentar cobrar pela passagem de agentes da PF na estrada que dá acesso ao Areal Aliança, de propriedade da empresária Linda Souza Cerqueira.

“No dia da operação, alguns índios evadiram-se do local e nós sabíamos do envolvimento deles. As investigações também apontam o cacique Gildo como mandante da cobrança de pedágios à empresária Linda Souza, para que ela pudesse ter acesso ao areal de sua propriedade”, explica a delegada da PF Denise Dias.

Além do cacique Gildo, também foram presos outros dois índios que não tiveram os nomes confirmados. Eles foram ouvidos na sede da PF em Ilhéus e encaminhados nesta sexta mesmo ao Presídio Aryston Cardoso, onde ficarão à disposição da Justiça.

Coação – A PF também instaurou inquérito para investigar uma reunião envolvendo o procurador federal Israel Nunes e lideranças da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Ilhéus. A Polícia Federal teve acesso a um vídeo do encontro, gravado pelo procurador e entregue como prova de uma possível conciliação entre a empresária e os índios.

No encontro, realizado na última segunda na Funai de Ilhéus, a empresária Linda Souza teria sido coagida a assinar um termo de retratação retirando a denúncia contra os índios e comprometendo-se a contratar dois membros do grupo.

Na reunião, os agentes da Funai apresentam a proposta de contratação como uma alternativa ao pedágio cobrado pelos tupinambás para que a empresária tenha acesso às suas terras. Os termos do acordo foram interpretados como uma maneira de formalizar o “pedágio”.

Na gravação, a empresária questiona as condições, mas os agentes argumentam que esta é uma prática “comum” em todas as regiões do País.

Depois do vídeo, a PF também não descartou a possibilidade de indiciamento do procurador federal Israel Nunes e do  chefe da Coordenação Técnica da Funai, Nicolas Melgaço.

A empresária Linda Souza, que esteve na sede da Polícia Federal, não quis falar sobre o vídeo e disse que enviaria funcionários para retomar os trabalhos no areal. Ela foi liberada sem precisar prestar depoimento.

A passagem para as terras, porém, permaneceu fechada durante todo o dia. Sem a cobrança do pedágio, os índios fecharam a cancela da Fazenda Sirihyba, ocupada por eles,  com corrente e cadeado, impedindo a passagem de qualquer veículo até o areal da empresária Linda Souza.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde deste sábado, 30, ou, se você é assinante, acesse aqui a versão digital.

2 respostas para “PRISÃO DE ÍNDIOS EM ILHÉUS – JORNAL A TARDE.”

  • nildo conselho says:

    Caro Guy

    Ilhéus precisa de paz, mas é inaceitável o que alguns que se diz índio estão fazendo nesta região de Olivença, antes era um tal de Babau, agora já aparece este bonito de nome Gildo. Parabéns a Policia Federal por sua atuação, tem que botar todos eles na cadeia, estes elementos envergonha a origem de sua etnia.
    Isso ai tinha que acontecer com alguns políticos bambam da cidade de Ilhéus.

  • Até provas ao contrário apresentadas pela PF, acredito que o Procurador Federal e bloqueiro Dr. Israel Nunes, não tenha qualquer envolvimento nas acusações que pesem sob sua imagem de tentar forjar provas a favor dos índios tupinambás para beneficiar a retirada de aréia da propriedade e empregar supostos índios como vigilantes.Vamos aguardar os desenrolar dos acontecimentos investigatórios da PF, para emitir opinões.O Procurador Federal e bloqueiro tem sido um exemplo de cidadão em nossa sociedade.
    Att,
    Melck Rabelo

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