Politica Et Cetera.

Pelo menos três deputados – dois federais e um estadual – se manifestaram contra a ação do Ministério Público Federal, que tenta barrar a primeira etapa das obras da Ferrovia Oeste-Leste, sob o argumento de que seria insensato dar andamento a essa obra sem a certeza de que ela terá um ponto final. Ou seja, sem saber se o terminal marítimo da Bahia Mineração e o porto público, ambos em Ilhéus, serão autorizados pelo Ibama.

Tanto os deputados federais Nelson Pelegrino (PT) e Luiz Argôlo (PP), quanto o estadual Augusto Castro (PSDB), usaram o mesmo argumento para criticar o posicionamento do MPF. Segundo eles, com a mudança da área do porto para a região de Aritaguá, é improvável que o Ibama deixe de conceder a licença.

A transferência do projeto para Aritaguá visou reduzir o impacto ambiental, que seria maior na Ponta da Tulha em função da existência de remanecentes da Mata Atlântica em regeneração. Em Aritaguá, área onde grande parte da floresta já deu lugar a pastos e cabrucas, a situação é diferente.

Argôlo defende mais diálogo e lembra a importância do Complexo Intermodal para o desenvolvimento da Bahia e do Nordeste.