WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia


MAIS DO MESMO, OU MENOS DO MESMO?

Olhar perdido. Que vou fazer da minha vida?

Se voltarmos a 20 anos atrás e perguntarmos aos moradores do litoral norte de Ilhéus, como era isso aqui, e como está agora?

O que os ambientalistas fizeram para melhorar o meio ambiente e a vida de vocês?

Respondo rapidamente, nada, absolutamente nada, nem se sabia que eles existiam.

Agora uma especulação. E se o Porto não vier?

O que os defensores da natureza vão fazer? Continuar a fazer nada, vão sumir como por encanto, e vão atrapalhar a vida dos outros em qualquer lugar, com suas pantomimas, decretos, legislações, defendendo quem nunca precisou de defesa.

As marisqueiras continuarão a mariscar, os pescadores artesanais vão continuar pegando suas piabinhas com anzol, os jovens vão pra Sumpaulo, ou vão pro vício e a prostituição. O desmatamento clandestino vai continuar, não tem quem tome conta.

O ser humano que se lasque, eu quero é ver o verde.

13 respostas para “MAIS DO MESMO, OU MENOS DO MESMO?”

  • E as decisões estão sendo tomadas de cima para baixo, fazendo com que as pessoas da cidade engulam a vontade alheia.

    O que é muito cruel.

  • O Sarrafo says:

    Não vejo crueldade nenhuma em utilizar uma nesga de terra no meio dessa imensidão, e que vai favorecer uma imensa região.
    Crueldade e deixar todo mundo desempregado, de barriga vazia, admirando paisagem.

  • A crueldade a que me refiro é impor, frente ao desejo manifesto da maioria das pessoas a favor do Complexo Intermodal, a vontade alheia, que vem de fora, e que deseja interromper a Esperança.

  • O Sarrafo says:

    Ufa, graças a Deus pensei errado. Desculpe professor, mas fico indignado com tanta desfaçatez.

  • crueldade caro Álvaro é defender o meio ambiente e matar milhares de guaiamuns promovendo um festival que estar previsto para acontecer em Vila Juerana com o apoio dos ambientalistas que são os primeiros a chegar para degustar do maiores isto é crueldade, vc. não acha?

  • joe do pontal says:

    E VC ACHA MESMO QUE OS MARISQUEIROS VÃO TER ESPAÇO NO PORTO NÉ? NANANINÃO. VÃO ALÉM DE TUDO PERDER O POUCO QUE LHES RESTA. PORQUE NEM ISSO VÃO PODER FAZER MAIS. POBREZA É DIFERENTE DE MISÉRIA.

  • Souza neto says:

    Depende, Antonio Carlos. Se a captura do crustáceo estiver sendo realizada dentro das normas vigentes, não se pode considerar “crueldade”. Nesse caso não estaria ocorrendo sobrepesca e os bichinhos não estariam em risco de extinção. De qualquer modo, levando em conta as atitudes intolerantes que vem caracterizando os integrantes do “gueto do atraso” (O Sarrafo), eles não deveriam nem passar perto do banquete de guaiamus da Juerana, menos ainda degustar.

  • Caipora says:

    Fumei todo meu fumo de rolo prá num vir para essa discussão. Mas aqui num é fumo, é cachaça, então vamos lá: qual o conceito do desenvolvimento sustentável? O que é isso?

    Essa história do Porto Sul me dá no saquinho: nunca vi tanta miséria nessa terra. Gente com renda “per capita” mensal de R$50,00: nem no tempo dos coronéis. E há quem ainda defenda isso.
    Nunca vi tanta gente mesquinha e burra, defendendo o próprio umbigo, o seu patrimônio, o seu ganho às custas da miséria da coletividade. E há quem ainda defenda isso.

    Nunca vi tantos políticos omissos, burros, vulgares, chegando às raias de bobos da corte (com letra minúscula que é o que eles merecem). E há quem ainda defenda isso.

    Nunca vi ambientalista desconhecer o equilíbrio e a interação entre o sócio, o econômico e o ambiental. Putz, se tiver, quero ver deploma.
    Mais um pouquinho, eu vou xingar e isso eu não quero
    Beijos sociedade e pensem no que irão fazer nas próximas eleições. O que falta nessa terra é testosterona. Kkkkkkkk

    Parabéns Guy, suncê é de outra tribo

  • Acredito que a batalha travada pelo prof. Rui Rocha e outros ambientalistas está mais do que ganha.

    A mudança de local para a instalação do Complexo Intermodal da Ponta da Tulha para ARITAGUÀ, mostra que os ideais de preservação da espécie HUMANA prevaleceram, foram respeitados.

    Com essa mudança ficou mais do que provado que os ambientalistas estavam certos o tempo inteiro. Essa batalha, na verdade, foi ganha na alta cúpula do governo federal. A sua principal instituição de proteção ambiental certamente ficaria DESMORALIZADA se depois de emitir um relatório onde todos os impactos ambientais foram mostrados e demonstrados, ainda assim esse empreendimento fosse instalado alí, poderia o governo acabar de vez com o IBAMA, ficaria provado que para nada ele servia.

    Mas o mais importante é que tudo deu certo, a humanidade agradece, pelo menso esse pedaço de mata atlantica será preservado.
    Mesmo que sem saber, sem perceber, os defensores desse investimento tambem ganharam, ganharam os seus filhos, netos, enfim, ganharam as futuras gerações afinal, por causa de toda esta luta o planeta ainda conseguirá manter por um pouco mais de tempo a sua superficie habitável, coisa que a maioria dos seres humanos ainda não se deram conta que está acabando.

  • Bruno says:

    Eu até agora não entendi do que voces estão reclamando, apenas mudou de lugar, agora tem que ser feito outro EIA\RIMA pra ver se é viavel nesse outro local escolhido. Se tiver de ser construido vamos estar de olho. Garanto que todos, os que são contra e os que são a favor. Unidos podemos fazer que esse projeto traga apenas o bem pra nossa região, não devemos aceitar de braços abertos qualquer presente de Grego.

  • Guy Valério,

    Quando comprei um naco de terra no litoral norte Mar e Sol, fui num domingo mostar a mulher o investimento escutei os diabos que investimentos você fez nesse local que num vai valer nada no futuro.O tempo passou ali construi uma casa de madeira para passar final de semana e tomar cerveja.As coisas foram melhorando surgiu o condominio,novos habitantes vieram chegando e construindo investi na infraestrura da construção de alvenaria, uma casa de 3/4 sala,cozinha dois banheiros social dentro da casa mais um fora,cercada de alpendre,churrasqueira,plantação de côcos,,cajú, e outra frutas, uma linda visão do mar, agora vale o investimentos e meus filhos,pai,irmãos que moram em Brasília estão sempre por aqui e adoram o local.Meus filhos passam todos os finais de semana por lá junto com amigos.Se o Porto Intermodal precisar de meu naco de terra é dele, não discuto.Quero é desenvolvimento para Ilhéus, quero emprego e renda para a região, geração de impostos,para tirar a cabeça de burro enterrada em Ilhéus neste mais de 20 anos anos de atrazo.Neste quatros anos de debates do Porto Intermodal com gueto do atrazo,ambientalistas e neos ambientalistas,simpatizantes alienados, tivemos mais uns 20 anos de atrazo discutindo o sexo dos anjos.
    Kalif Rabelo
    Porto Sul Já!Ilhéus não pode parar e meia dúzia de ambientalistas não são os donos da razão, donos dos nossos destinos!

    Kalif Rabelo

  • Souza neto says:

    Joe do pontal disse:
    14 de abril de 2011 às 20:32

    “E VC ACHA MESMO QUE OS MARISQUEIROS VÃO TER ESPAÇO NO PORTO NÉ? NANANINÃO. VÃO ALÉM DE TUDO PERDER O POUCO QUE LHES RESTA. PORQUE NEM ISSO VÃO PODER FAZER MAIS. POBREZA É DIFERENTE DE MISÉRIA.”

    Respondo: NÃO, Joe… Nem marisqueiros, nem caranguejeiros, nem pescadores artesanais “terão espaço no porto”. E não é para ter mesmo. Essas atividades precisam ser reduzidas. Se não se consegue tirar os que atualmente a desenvolvem, é necessário “tirar” os seus descendentes. Como? Oferecendo educação de qualidade, cursos técnicos, formação tecnológica em nível superior, e, FINALMENTE, NOVAS OPORTUNIDADES DE TRABALHO. E não é somente o Porto Sul quem vai resolver essa situação. São todos os empreendimentos que estão por vir. E isso não vai ser resolvido da noite pro dia. Vai levar algum tempo: 10, 15, talvez 20 anos.

    Joe, de uma coisa você pode ter certeza: só em reduzirmos o número de pessoas que dependem dos recursos naturais para sobreviverem, já teremos “meio caminho andado” na preservação da Natureza.

    No dia em que nenhum ser humano precisar mais pegar os “bichinhos” pra vender e manter a família, pode-se dizer que estamos chegando ao ponto ideal. Quem quiser comer caranguejos, aratu, guaiamu, sururu e lambreta, que meta a mão na lama.

    Você já leu “O Ciclo do Caranguejo” de Josué de Castro?

    O Josué demonstra possuir quatro olhares sobre a problemática: 1º) o mangue como ancestral do Recife; 2º) o mangue como fábrica de vida e exemplo de equilíbrio ecológico; 3º) o mangue como fonte de conhecimento; e 4º) o mangue lugar dos “excluídos sociais”.

    É desse 4º aspecto que colho impressões de Josué de Castro, em “O Ciclo do Caranguejo”.

    Destaquei trechos da obra:

    “…não foi na Sorbonne nem em qualquer outra universidade sábia que travei conhecimento com o fenômeno da fome. O fenômeno se revelou espontaneamente a meus olhos nos mangues do Capibaribe, nos bairros miseráveis da cidade do Recife: Afogados, Pina, Santo Amaro, Ilha do Leite.”

    “…assim vai o Recife crescendo com uma grande população marginal que vegeta nos seus mangues em habitações miseráveis do tipo dos mocambos. É que o Recife — a cidade dos rios, das pontes e das antigas residências palacianas, é também a cidade dos mocambos — das choças, dos casebres de barro batido a sopapo com telhados de capim, de palha e de folha-de-flandres. Além dos que emigravam da zona do açúcar, por motivos vários, deve-se acrescentar os que desciam expulsos pelas secas do outro Nordeste, o do sertão semi-árido… (Castro, 1948, pp. 73-4).”

    “A impressão que eu tinha era que os habitantes dos mangues — homens e caranguejos nascidos à beira do rio — à medida que iam crescendo, iam cada vez se atolando mais na lama. Parecia que a vegetação densa dos mangues, com seus troncos retorcidos, com o emaranhado de seus galhos rugosos e a densa rede de suas raízes perfurantes os tinha agarrado definitivamente como um polvo, enfiando tentáculos invisíveis por dentro de sua carne, por todos os buracos de sua pele: pelos olhos, pela boca, pelos ouvidos.”

    “E, assim ficavam todos eles, afogados no mangue, agarrados pelas ventosas com as quais os mangues insaciáveis lhes sugavam todo o suco da sua carne e da sua alma de escravos. Com uma força estranha, os mangues iam, assim, se apoderando da vida de toda aquela gente, numa posse lenta, tenaz, definitiva. Estas estranhas plantas que, em eras geológicas passadas, se tinham apoderado de toda essa área de terra — esta fossa pantanosa onde hoje assenta a cidade do Recife — estendia agora sua posse também aos seus habitantes. E tudo nesta região passava a pertencer ao mangue conquistador e dominador: tanto a terra como o homem (Castro, 1967, pp. 13-4).”

    “Esta é que foi a minha Sorbonne: a lama dos mangues do Recife, fervilhando de caranguejos e povoada de seres humanos feitos de carne de caranguejo, pensando e sentindo como caranguejo. Seres anfíbios — habitantes da terra e da água, meio homens e meio bichos. Alimentados na infância com caldo de caranguejo: este leite de lama. Seres humanos que faziam assim irmãos de leite dos caranguejos. Que aprendiam a engatinhar e a andar com os caranguejos da lama, de se terem enlambuzado com o caldo grosso da lama dos mangues e de se terem impregnado do seu cheiro de terra podre e de maresia, nunca mais se podiam libertar desta crosta de lama que os tornava tão parecidos com os caranguejos, seus irmãos, com suas duras carapaças também enlambuzadas de lama (Castro, 1967, pp. 12-3).”

    É isso! Queremos mudar essa situação que, infelizmente, se defende em Ilhéus como se maravilha fosse.

  • Souza neto says:

    “rogério Gonçalves disse:
    14 de abril de 2011 às 22:12

    Acredito que a batalha travada pelo prof. Rui Rocha e outros ambientalistas está mais do que ganha.”

    ————————————

    Não amigo, você está enganado! O objetivo de Rui e seus sequazes não é esse! Pode até ser de mudança de local, ou melhor de Estado… É preciso enxergar nas entrelinhas… Há muitos interesses por trás e isso representa grana, bufunfa no bolso! Eles não descansarão! Pelo menos, por enquanto!

Deixe seu comentário

contador free


Webtiva.com // webdesign da Bahia

abril 2011
D S T Q Q S S
« mar   maio »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930


WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia