Josias Gomes volta a defender Porto Sul, e elogia preocupações ambientais do governo Jacques Wagner e da sociedade civil de Ilhéus

O deputado Josias Gomes, do PT da Bahia, considera fundamental a atenção que o governo do Estado dá à construção do complexo intermodal Porto Sul, visto pelo parlamentar como “essencial ao desenvolvimento do município, e de toda a região”. Josias refere-se à reunião ocorrida nessa segunda-feira, 11, entre o Comitê de Entidades Sociais em Defesa de Ilhéus e Região (Coeso) e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado.

Na oportunidade, foram discutidas ações voltadas ao meio ambiente e medidas compensatórias a serem implementadas a partir do funcionamento do complexo. “Essas reuniões bem demonstram a correção com que o projeto do Porto Sul está sendo encarado pela administração petista de Jacques Wagner, com todas as boas repercussões econômicas e sociais que a obra vai provocar”

À reunião, cerca de 50 pessoas integrantes de segmentos sociais e institucionais de Ilhéus e municípios vizinhos se fizeram presentes. Segundo o coordenador do Coeso, Aldircemiro Ferreira Duarte, “a população quer conhecer os projetos em execução e os que estão previstos para socializar contrapartidas sociais e ambientais voltadas à região”.

Um cronograma de ações elaboradas pela Coeso, juntamente com o Conselho do Desenvolvimento das Comunidades Rurais de Ilhéus (Condecori), está previsto, a exemplo do projeto de recuperação de  áreas degradadas do município, que pretende começar pelo entorno da Lagoa Encantada, onde serão plantadas espécies nativas da Mata Atlântica. Nesse projeto, empresas como a Bahia Mineração demonstram interesse em apoiar.

O ator Fábio Lago, natural de Ilhéus, participou da reunião e disse que o complexo Intermodal Porto Sul é uma oportunidade de geração de desenvolvimento econômico e social para a região. “Haverá impactos não só ambientais, mas na vida de cada um. Incluo-me nesse debate para sensibilizar os ilheenses de que esta é uma responsabilidade de todos e cabe a nós agarrarmos essa oportunidade, que vai gerar empregos e melhorar a autoestima dos jovens”.

Representando a Sema, o diretor de Educação Ambiental e Cidadania, Luiz Ferraro, falou sobre as iniciativas de minimização dos impactos ambientais, a exemplo da criação de Unidades de Conservação, elaboração de planos de manejos para Áreas de Proteção Ambiental, do Plano de Bacia do Rio Almada, dentre outras.

Para Ferraro, a participação dos atores sociais durante a implantação do complexo pode ter um resultado mais satisfatório no que diz respeito às condicionantes e impactar positivamente na qualidade dessas ações. “As entidades aqui representadas pelo Coeso podem vir a serem interlocutores importantes para que a construção das políticas públicas de meio ambiente convirjam para as necessidades da região”.

Além de garantir que a Sema continuará aberta ao diálogo com setores empresariais e sociais da região, Luiz Ferraro informou sobre alguns programas de estado em que a cidade de Ilhéus está inserida, a exemplo do Projeto Corredores Ecológicos e o Programa de Gestão Ambiental Compartilhada (GAC).