PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS.

Vereadores interpõem recurso contra ato do presidente da Mesa Diretora.

Sessão da Câmara de Vereadores de Ilhéus

Com base na Constituição Federal, Lei Orgânica do Município de Ilhéus e no Regimento Interno da Câmara, os vereadores Aldemir Santos Almeida, Alcides Kruschewsky e Paulo Carqueija ingressaram com recurso contra irregularidades praticadas pelo presidente do Legislativo, Jailson Nascimento. A ilegalidade, segundo os vereadores foram cometidas durante a sessão ocorrida em 1o de setembro último, que examinou o veto do prefeito às emendas ao projeto de lei 022/2010, que regulamenta a Guarda Municipal.

No entender dos vereadores, durante a sessão, foram praticadas diversas irregularidades que terminaram por macular a legislação pertinente, provocando vícios insanáveis ao processo legislativo. Ainda segundo os vereadores, os atos também atentaram contra os preceitos da Constituição Federal e a Lei Orgânica Municipal, bem como o interesse público do Município, não podendo, portanto, dar legitimidade a um processo eivado de vícios.

Segundo os vereadores, o presidente da Câmara agiu de forma imprevidente ao não resistir às pressões feitas por membros da Guarda Municipal e do Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos de Ilhéus (Sinsepi), ao acatar emendas (informais) no sentido de majorar os salários dos servidores. “Ora, não é função da Câmara propor aumento de servidores, até porque está explícito no artigo 54 da Lei Orgânica: “São de iniciativa exclusiva do Prefeito as leis que disponham sobre a criação, transformação ou extinção de cargos, funções ou empregos públicos na Administração Direta ou aumento de sua remuneração”, afirmam.

Esclarecem, ainda, os vereadores, que o projeto de lei que trata do Regulamento da Guarda Municipal foi elaborado de forma transparente, com a participação de representantes da Câmara, dos servidores, inclusive dos guardas. “Entretanto, após longas discussões e acordos, já com o projeto na Câmara, foram feitas alterações no artigo 69, criando aumentos cujo impacto foi estudado por técnicos do Governo, que concluíram serem inviáveis para o município, revelam os vereadores.

Impacto na folha é alto – De acordo com o aumento aprovado, 58 guardas municipais tiveram seus salários alterados, muitos em cerca de mais de 320%, percebendo mais dos que os médicos do Samu, professores, diretores de colégios, procuradores-jurídicos, dentre outras categorias. Com a reclassificação, alguns guardas, da Classe II, que hoje percebem salários que chegam a R$ 1.422,13 (um exemplo), passam, automaticamente, para a Classe VI, com R$ 4.529,17. Com isso, o impacto na folha de pagamento desses 58 guardas chega a cerca de R$ 90 mil por mês.

O secretário da Administração, Antônio Bezerra, informa que recentemente o Município concluiu duas negociações com a Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI) e o Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos de Ilhéus (Sinsepi), concedendo uma reposição salarial com base no INPC em mais de 5%, além de aumento real no ticket alimentação, que passou de R$ 53,00 para R$ R$ 116,00, o que impactou a folha de pagamento em mais de R$ 300 mil mensais.

Irregularidades determinaram o veto – Diante da descaracterização do projeto, não houve alternativa ao Governo do Município senão vetar as emendas ilegais propostas pelo Sinsepi. Ao apreciar o veto, novas irregularidades foram cometidas, por não obedecer ao Regimento Interno do Legislativo, viciando o processo.  Para sanar os erros, os vereadores requerem uma nova apreciação pelo plenário, com a finalidade de corrigir as irregularidades.

Esclarecem os vereadores, que de acordo com o artigo 184, V, do regimento, que explicita ser a votação nominal no casa de apreciação do veto. O regimento também não foi respeitado em seu artigo 182, § 2º, que estabelece o voto nominal. “Ao invés de ser chamado cada vereador para dizer como votaria, se aprovaria ou não o veto do prefeito, o presidente utilizou o sistema simbólico, pedindo simplesmente que continuassem como estivessem caso não concordassem com o veto”, relataram.

Novas medidas – A Procuradoria Jurídica do Município considera que também houve violação à Constituição Federal quando o ato do presidente da Mesa Diretora, ao acatar as emendas, usurpou a competência do poder Executivo, contrariando o artigo 2o da Lei Magna, que diz, textualmente serem os poderes harmônicos, mas autônomos. Afirma, ainda, que a letra “a”, inciso II, do § 1o, do artigo 61, da Constituição dá exclusividade ao Poder Executivo na “criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração”.

O recurso deverá ser apreciado pela Comissão de Legislação e Justiça e, posteriormente, encaminhado ao plenário para votação. Caso seja mantida a decisão, o Governo Municipal deverá acionar o Poder Judiciário para garantir o cumprimento do processo legal. “Não faz parte da democracia se privilegiar uma categoria em detrimento da coletividade”, Explica o prefeito Newton Lima.

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3 respostas para “PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS.”

  • cristiano disse:

    Dar um aumento ao servidor não faz parte da democracia, mas criar 52 cargos numa reforma administrativa incostitucional formulada por um incompetente secretário chamado ,Alcides Kruschewisk e honerar o município em mais de $110.000,00 para beneficiar cabos eleitoreiros de certa deputada, sim, é bastante democrático.Recolher a contribuição da previdência dos servidores e não repassar é bastante democrático.Descontar valores de emprestimo na salário dos servidores e não repassar as devidas instituições,deixando assim o servidor impossibilitado de crédito é muitissimo democrático.

  • roberto Corsário disse:

    Vixe Xêga xioooouuuu….a festa de fim de ano começou cedo na casa ao lado….desafio quem possa apresentar algum projeto de relevancia dos nossos edis, de relevancia, moção, troca de nome de rua, limpeza de meio fio, troca de lampada, entres outros de presidente de associação não vale….hoje tem uma discussão importantissima para nossa cidade, onde se decidirá o destino de milhares moradores que vivem a beira da rodovia 415 Ilhéus/Itabuna, Srs Edis compareçam a essa audiencia, pelo menos para dar pitacora, mostrar que voces estão preocupados com nosso povo. Ah falar em requerimento, que sei que já tem uns dois, a Rua Bela Vista tem pelo menos 10 postes apagados, basta chegar na praça da Urbis a noite que vão perceber que a Bela Vista sumiu do mapa, tá tudo escuro….que vergonha, tambem trocam migalhas por projetos de fato…..ai….Xêga Xiooouuuuuu……

  • joão Pedro disse:

    Tá de brincadeira guarda ganhar 4500,00. 1400,00 é muito kkkkkkkkkk.







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