SOUTO E GEDDEL TEM MAIS REJEIÇÃO QUE VOTO
Bahia Noticias.
De acordo com a pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (24), o ex-governador Paulo Souto (DEM), que possui 23% das intenções de voto, lidera o ranking de rejeição: 30% dos eleitores dizem não votar nele de jeito nenhum. O deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB), com 12% de intenções de voto, tem 20% de rejeição. O governador Jaques Wagner (PT), tem 44% de adeptos, e 16% não admitem votar no petista. Wagner amplia a liderança entre os mais ricos. Dos entrevistados com renda familiar acima de cinco salários mínimos, 58% dizem que votarão nele. Na mesma faixa, Souto aparece com 16%, e Geddel, com 7%. Na faixa abaixo dos dois salários mínimos, Wagner recua para 42%. Souto tem 24%, e Geddel, 12%. O governador também apresenta vantagem maior entre os baianos mais jovens. Ele alcança 53% no eleitorado de 16 a 24 anos de idade. Entre os jovens, Souto cai para 19%, e Geddel, para 12%.
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Lula vai escolher quais palanques subir
Postado por Cristiana Lôbo em 26 de julho de 2010 às 20:33
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O presidente Lula vai intensificar a campanha de ruas em favor de Dilma Rousseff e já informou aos aliados que nos Estados escolherá pessoalmente em qual palanque irá subir. A comunicação foi feita hoje pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, aos representantes dos partidos aliados na reunião de coordenação política da campanha. Segundo ele, a decisão de Lula é “não tem grau recursal, porque ele é inenquadrável”. Com 77% de popularidade, conforme a última pesquisa DataFolha, a presença do presidente Lula é disputada por todos os aliados.
O recado foi entendido particularmente pelo PMDB para os casos da Bahia, na campanha a governador e para o Rio, na campanha pelo Senado. Lula já disse que irá apenas no palanque de Jacques Wagner, na Bahia (lá concorre o ex-ministro Geddel Vieira Lima) ; e que vai fazer campanha para Marcelo Crivella (PRB) no Rio, onde um dos postulantes de Jorge Picciani, também do PMDB.
O presidente já aprovou agenda de compromissos com Dilma para os próximos três fins de semana – os três antes do início do horário eleitoral na televisão. O objetivo é colar a imagem de Dilma na de Lula de modo a que ela suba nas pesquisas e supere José Serra com quem está empatada. Neste fim de semana, Lula e Dilma irão ao Rio Grande do Sul e ao Paraná, onde o roteiro vai incluir uma volta a Boca Maldita; na semana que vem a viagem será a Minas e nos dias 13 e 14, a visita será a São Paulo. Lá, Lula quer ir a uma porta de fábrica com sua candidata.
Exceção
Os aliados pressionaram e conseguiram obter de Dilma o compromisso de que ela irá a todos os palanques de candidatos que apóiam sua candidatura. Há, porém, pelo menos um caso que está merecendo exame mais cuidadoso: Alagoas. Lá, há dois palanques para Dilma – o de Ronaldo Lessa e o de Fernando Collor. Collor adotou como jingle de campanha o slogan “É Lula apoiando Collor e Collor apoiando Dilma…” Mas, se conseguiu superar dificuldades no Maranhão de José Sarney e também com o PMDB de Renan Calheiros, o PT não conseguiu dar a Collor o mesmo tratamento que está dando a outros aliados. A sugestão, então, é que Dilma não vá a Alagoas, segundo um dirigente petista.
A primeira experiência de visitar um Estado onde há mais de um palanque acontecerá nesta quarta-feira, em Natal, onde há três candidatos ao governo estadual apoiando a candidatura de Dilma Roussef.
Na reunião de coordenação da campanha, nesta tarde, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, falou da disputa que tem sido entre os aliados ter a presença de Lula no palanque. Segundo ele, até os candidatos de oposição preferem nada falar a criticar Lula. Segundo disse, até o finl da campanha, Lula deve transferir mais votos a Dilma, a ponto, segundo disse, que ela chegue a 70% dos votos válidos – uma meta muito ambiciosa, mas que tem sido citada por mais de um aliado do Nordeste.