Arquivado em 30/mai/2010

ACM NETO, UM SÁDICO NO CONGRESSO

AUTOR: WESLEY NOVAIS

O antigo grupo carlista, formado pelo finado ACM, Paulo Souto e César Borges governou a Bahia por 16 anos consecutivos. Nesse período, a Bahia chegou a ter a pior educação pública do Brasil, com mais de dois milhões de analfabetos, além de 700 mil pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. Os policiais recebiam um dos piores salários do país, perdendo até para pequenino estado de Sergipe.

Na gestão do governador Jaques Wagner(PT), que tem suas imperfeições, o estado conseguiu acuar e prender no ano de 2009, um dos mais perigosos traficantes do Brasil, o “Campanha”. Fato que resultou num contra-ataque dos bandidos contra a polícia e a comunidade, uma vez que estes bandidos nunca haviam recebido um tratamento tão ostensivo por parte da polícia, que efetivamente trabalhou para cessar as ações deste criminoso.

Foi também na gestão do atual governador, que foi desmantelado um esquema de fraudes em licitações pública que provocou a exoneração e a prisão do Cel. Jorge Santana, nomeado no governo do DEMO, acusado de desviar milhões dos cofres do estado.

O deputado Federal ACM Neto, que até hoje não conseguiu aceitar o fato de seu grupo político ter perdido o prestígio conquistado na base da chantagem, da perseguição e do autoritarismo, deve está nostálgico quanto ao período da ditadura na Bahia. É o que demonstra quando usa o assassinato do Delegado Cleyton Leão para desqualificar o governo Wagner, desrespeitando inclusive a memória da família do Delegado.

Já dizia Maquiavel: “O político que almeja conquistar uma nação, primeiro deve destruí-la”. O time do “Quanto pior, melhor” parece ter assimilado muito bem as teorias maquiavélicas. Esqueceu-se de que agora o tempo é outro. Imprensa livre e uma população vigilante.

ZICO DE VOLTA AO FLAMENGO.

Zico - o novo administrador do futebol do Flamengo.

Por Redação Yahoo! Esportes

Zico, o maior ídolo da história do Flamengo, está de volta ao clube da Gávea – agora numa função administrativa. O Galinho de Quintino usou seu Twitter (@ziconarede) para informar do acerto, pouco depois das 20h deste domingo.

“Sou o novo executivo do futebol do Flamengo. Conversei hoje por cerca de três horas com a Patrícia (Amorim, presidente do Fla) e acertamos tudo.”

Zico prometeu dar novas informações em breve, também via Twitter. Ele vinha trabalhando como treinador no exterior – comandou a seleção do Japão de 2002 a 2006, o Fenerbahçe da Turquia entre 2006 e 2008, Bunyodkor do Usbequistão entre 2008 e 2009, CSKA Moscou em 2009, e Olympiakos da Grécia até o início deste ano.

Zico já havia falado diversas vezes que não trabalharia como treinador do Brasil – teme ficar exposto demais nessa função. Como administrador, caberá a Zico definir se mantém Rogério Lourenço à frente do time ou se parte atrás de um técnico mais experiente.

Zico e Rogério jogaram juntos no Fla, no início dos anos 90.

Quem pagará o salário de Zico são os patrocinadores do clube, a Olympikus e o BMG. Zico comandará todas as divisões de futebol do clube.

A DIFERENÇA ENTRE O TRABALHO E O FACTÓIDE.

Enquanto um evento que significa trabalho, ao se encerrar, continua gerando benefícios para a população.

Um factóide, ao se encerrar, só gera lero lero e conversa fiada.

TRAQUINO DESDE MENINO.

AÍ COMEÇOU A RECUPERAÇÃO DO HOSPITAL REGIONAL.

MANHÃ CHUVOSA DE DOMINGO .

O que fazer numa manhã chuvosa de domingo?

Coçar um pouco e pesquisar na Internet.

Pesquisando os sites do IESB, e fazendo uma comparação com o site do Floresta Viva, é de estarrecer a diferença, tanto no quadro técnico, nos objetivos e na consistência dos projetos.

Posso afirmar, sem medo de errar que o IESB é uma BMW top de linha, enquanto o Floresta Viva, não passa de uma Brasilia Amarela.



EMBAIXO DO TAPETE.

O FATOR SERRA E AS MARCAS NO PSDB.

Do Blog do Luis Nassif.

As obviedades dessa campanha são de cansar.

Serra dá o tiro na Bolívia. Aí a Veja aparece com a matéria prontinha, mostrando o perigo boliviano. Daqui a pouco vão ressuscitar os 200 mil guerrilheiros das FARCs que invadirão o Brasil pelo mar.

Agora, o Ruy Fabiano – contratado pela campanha de Serra – levanta a bola na coluna do Noblat, dizendo que graças à falta de ação do Itamarati, esse será uma das peças da campanha.

Onde esse pessoal está com a cabeça? Criaram um mundo circular em que meia dúzia de neocons falam para eles próprios sem se dar conta do entorno. É um autismo assustador. Montam toda uma encenação, articulam aqui e ali, Serra solta o rompante, a Veja repica a matéria, o Fabiano autoelogia o brilhantismo da estratégia do próprio grupo, todos rodopiando no meio do salão escuro, como nas velhas conspirações político-midiáticas, julgando que ninguém está acompanhando o bailado.

E a Internet inteira olhando aquele bailado louco e se indagando: o que deu neles? Montam toda uma encenação, supondo-a esperta, para um tema que só encontra ressonância em eleitores de ultradireita e nos órfãos de Sierra Maestra.

Cada vez que acompanho discussões sobre Cuba, Venezuela, Bolívia, guerra fria, aliás, dá um desânimo danado. São temas não apenas distantes da vida comum, do dia a dia real das pessoas, como da própria realidade política atual do país. É restrito a um mundico de nada na Internet, apenas isso. A importância desse tema é assegurar, no longo prazo, a consolidação de uma integração comercial e física da América Latina, algo que vai muito além das discussões de campanha.

Pode-se criticar pontualmente o Itamarati por uma ou outra atitude – quando, por exemplo, houve a expropriação de empresas brasileiras na Bolívia. Ou pela demora em se avançar na integração continental. Ou pode-se elogiar, sustentando que essa política cautelosa foi importante para garantir a estabilidade política da região, ameaçada pelos arroubos de Chávez e pela inexperiência de Morales.

Mas são discussões específicas, longe de configurar uma doutrina capaz de sensibilizar eleitores.

Em relação ao Mercosul, Serra repete os mesmos discursos dos anos 90, quando questionou o acordo automotivo com a Argentina. Em relação à Bolívia, retrocede ao período da Guerra Fria. Não conseguiu avançar uma análise minimamente diferenciada. É como se tivesse hibernado por 15 anos das discussões nacionais e acordado de repente.

E tudo para garantir o factóide da próxima semana, a próxima chamada de capa de Veja.

Não há a menor preocupação em definir um conjunto articulado de ideias e conceitos. É o que em jornalismo se chama de “o mancheteiro”, o sujeito capaz de extrair um slogan de uma matéria mas incapaz de escrever o artigo de fundo.

O resultado é patético.

Junto à centro-esquerda tornou-se uma caricatura. Quando cruzo com algum antigo militante do PSDB de Montoro e Covas, recebo olhares irônicos, tipo «em que fomos nos meter». Junto aos neocons, sempre será apenas um oportunista que quer embarcar na onda sem nunca ter pertencido ao grupo.

O resultado de tudo isso é o suicídio político de Serra. Terminada a aventura das eleições, haverá uma reconstrução da oposição. E, hoje em dia, sobram dúvidas sobre a viabilidade do PSDB de continuar comandando as oposições. As loucuras desse estilo neocon desvairado, a truculência nos ataques a adversários e a aliados, o uso de jornalistas cúmplices para atacar colegas, não apenas comprometeram a eleição de Serra, mas a própria viabilidade do PSDB como líder da nova oposição.

Será um duro trabalho de reconstrução da imagem do partido.

O CONVENCIMENTO PELO MEDO.

‘O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo.’

Ainda bem que a Internet está ai, aberta, escancarada para você pesquisar o tema que quiser.

Se você digitar a palavra ‘ambientalista’, seja no Google, seja no Youtube, você recebe milhares e milhares de páginas, ou milhares de vídeos, espalhando o medo, contrários a tudo. O mundo vai se acabar, apregoam.

Basta aparecer algum projeto, em qualquer área, logo eles aparecem, com a surrada ladainha terrorista.

Isto vai acabar com aquilo, aquilo depende daquilo outro, se for assim acaba com aquilo, e por ai vão, se nada tiver, eles inventam.

Os incautos ou desatentos, embarcam facilmente nesta onda, e disso se aproveitam alguns espertalhões para navegarem tranqüilamente nesta mesma onda, ou Ong, sei lá.



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