JUSTIÇA FEDERAL APURA DESVIO DE VERBA.
Justiça Federal apura desvio de verba
Nesta terça-feira à tarde a Justiça Federal ouviu em Itabuna 12 das 21 testemunhas de defesa arroladas no processo 200333/01, outras sete foram dispensadas e uma faltou.
Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), na ação penal que tramita em Ilhéus, em 1992 foi destinada uma verba de 50 milhões de cruzeiros, oriundos da Saúde, para a Fundação Fernando Gomes.
A verba deveria ser usada na compra de uma autoclave horizontal, quatro incubadoras e dois aparelhos de anestesia. Porém, o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou duas autoclaves, três incubadoras e um aparelho de anestesia.
A 7ª Dires constatou que a FFG já possuía duas autoclaves, duas incubadoras e um aparelho de anestesia antes da suposta compra. Segundo o MPF, ao cruzar os dados pode ficar provado que a compra não existiu.
Os réus Abílio Pereira, Maria Alice Pereira (presidenta do Dem), João Francisco Araújo, José Leopoldo dos Anjos, Karen Freire Alves, Plínio Adry e Adson Silva Franco podem ser condenados ao crime de peculato, caso a denúncia seja comprovada.
No momento das oitivas, estavam na sede da Justiça Federal de Itabuna o vereador Milton Gramacho, a advogada Edjalma Moitinho, o coronel PM aposentado Gilberto Santana, Fernando Vita e Francisco Carlos Ferreira Leite.
Como eles não estão arrolados como reús, é provável que sejam testemunhas de defesa dos acusados. A ação penal teve início em Ilhéus, porque na época (2003) não havia a subseção judiciária de Itabuna.
Tentamos falar com o Juiz Federal substituto que ouviu as testemunhas, João Paulo Pirôpo de Abreu, porém ele não pode se procunciar porque o processo corre em segredo de justiça.
Fonte: A Região.
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