Arquivado em 14/abr/2010
A segunda (e talvez derradeira) chance
Porto Sul tem audiência pública e representa investimento de R$ 4 bi
O Complexo Porto Sul, em Ilhéus, começa a deixar de ser projeto para tornar-se realidade com a realização nesta quinta-feira (15 de abril), em Ilhéus, de audiência pública convocada pelo IBAMA para analisar o processo de licenciamento ambiental do Terminal Portuário da Ponta da Tulha de uso privativo da Bahia Mineração. O terminal privado faz parte do Complexo Porto Sul que envolve a Ferrovia da Integração Oeste-Leste, o novo Porto com dois terminais – um público e outro privado – o novo Aeroporto Internacional de Ilhéus, uma área industrial nas imediações da BR-101, novos acessos rodoviários e o Gasoduto Sudeste-Nordeste, que foi inaugurado no dia 26 de março.
Iniciativa do Governo do Estado da Bahia, por meio das secretarias da Indústria, Comércio e Mineração; Planejamento; Infraestrutura; Meio Ambiente e Recursos Hídricos, o Porto Sul será construído numa área de 1.771 hectares, na localidade de Ponta da Tulha, no sentido Ilhéus-Itacaré. O empreendimento, que movimentará recursos estimados em R$ 4 bilhões, deverá reforçar a dinâmica local de produtividade e eficiência, agilizando o escoamento de produtos como minério, grãos e cargas conteinerizadas.
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NOTA PÚBLICA DA PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS.
| Nº | Data: | 14.04.10 | ||
Nota Pública |
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A cidade de Ilhéus recebe preocupada a notícia de que a Audiência Pública para discutir a implantação do Porto Sul, no litoral norte do nosso município, corre o risco de ser cancelada. Se há informações que ainda necessitam de uma explicação plausível a respeito do empreendimento – como argumentam os ilustres procuradores da República que ajuizaram uma ação civil pública para justificar este cancelamento, os ilheenses não podem ser punidos com o fim de um encontro que tem justamente como princípio básico, democratizar as discussões e permitir dar vez e voz aos que são contra e aos que são a favor. É esta Audiência que, certamente, contribuirá para que a sociedade e a justiça possam produzir uma conclusão justa e convincente atendendo firmemente o princípio democrático à liberdade de opiniões e ao exercício pleno da cidadania.
É com este sentimento que a Prefeitura de Ilhéus tem trabalhado para debater o tema. Sem tomar partido de um ou de outro, mas exercendo o papel fundamental em cada um dos encontros que tem promovido, de debater com o olhar para o futuro através de um processo de construção coletiva. Da diversidade das idéias é que construiremos consensos para a criação de uma Ilhéus justa, sustentável, desenvolvida e com a cara de uma nova cidade.
O município vive um momento econômico e social difícil. Perdemos a liderança regional, vimos cair a nossa posição na arrecadação de ICMS e no decorrer de uma década conseguimos gerar nada mais que 3.733 novos empregos diretos. A proposta de construção de um novo modelo econômico para a cidade apresenta para Ilhéus o sentimento de um recomeço econômico, alicerçado na mais importante intervenção viária promovida pelos governos da Bahia e do Brasil. Daí a importância do seu debate permanente.
O povo de Ilhéus, a quem temos o compromisso moral de defender em todas as suas instâncias, aprova a iniciativa da Audiência Pública. E dela espera a oportunidade de crescer junto com o município, construindo um futuro melhor para os nossos jovens trabalhadores. Pedimos, portanto, que ao analisar os argumentos expostos pelos ilustres integrantes do Ministério Público Federal, a nossa Justiça considere o inevitável impacto social que a negação desta Audiência Pública pode exercer sobre uma cidade que clama por novas oportunidades. Ilhéus, 14 de abril de 2010. Mário Alexandre Corrêa de Sousa Vice-prefeito no exercício de prefeito
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O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL FOI OMISSO NAS DISCUSSÕES DO INTERMODAL.
Parece que eu estava adivinhando, quando questionei o porque dos procuradores só agora se manifestarem, se as discussões já vinham desde 2008?
Agora eu vou começar a investigar aquela reunião ou seminário dos Procuradores Ambientalistas ou coisa semelhante, que ocorreu com grande estardalhaço por aqui. Quero saber quem patrocinou a festança. Na época não dei ligança, pois pensei que não ia dar em nada.
Quem souber de informações, repasse por email.
CHAMAMENTO À SOCIEDADE DE ILHÉUS E REGIÃO.
A Sociedade Civil, e ela como um todo, precisam dar um basta nessa situação.
Precisam fazer entender a todos, de que quem move a Cidade, o Estado e o País, são os empresários, os industriais e industriários, os comerciantes e comerciários, os agricultores, os empreendedores, o cidadão comum, aquele que acorda e vai para o batente, tirar o seu sustento com o suor do seu rosto, o estudante que almeja um futuro melhor para si e para os seus.
Não podemos ficar reféns de organizações cujo o fim não são muito recomendáveis, organizações com finalidades nebulosas, escudadas em falsas premissas, que se dizem não governamentais, mas que são criadas justamente para usufruir do erário publico, e de financiamento de interesses escusos.
Reparem que a maioria dos escândalos financeiros, antigamente tinham empreiteiras no meio, agora tem sempre uma ONG, é só olhar o noticiário nacional.
Mais uma vez chamo a sociedade a sair do marasmo em que se encontra, para lutarmos e tirar a região da situação de penúria que estamos vivendo.





