Arquivado em 13/fev/2010
É CARNAVAL, MAS AS ARTICULAÇÕES POLÍTICAS NÃO PARAM.
Suposta candidatura de Lídice a vice de Wagner gera polêmica
Fontes do PSB, contrárias a um possível acordo do governador Jaques Wagner (PT) com o senador César Borges (PR) que retire a deputada federal Lídice da Mata (PSB) da chapa governista ao Senado, afirmaram ao Política Livre que a parlamentar teria aceitado ser vice do petista. Em contato com este site, ao se dirigir ao almoço que o governador oferece a autoridades no Palácio de Ondina, Lídice negou que haja qualquer articulação neste sentido.
“Não existe conversa nenhuma”, afirmou, reiterando a sua pré-candidatura ao Senado. Os socialistas que passaram a informação sobre o suposto acordo disseram que Lídice teria sido convencida a aceitar o cargo devido à perspectiva de assumir o governo estadual no último ano de governo, pois, se reeleito, Wagner deixaria o cargo para disputar a vaga de senador em 2014.
Na mesma entrevista ao Política Livre, a deputada comentou ainda sobre as negociações que aproximam o senador César Borges (PR) da chapa petista. “Vejo com absoluta naturalidade. Não estou fazendo política pela primeira vez. Sua vitória e seu sucesso (do governador) atrai segmentos que não estavam com ele na eleição. Foi assim com Waldir Pires”.
Questionada sobre a presença de Borges em uma das vagas ao senado na chapa petista que poderia ser ocupado por ela, Lídice contemporizou: “São discussões necessárias no momento de articulação eleitoral. Eu tenho mais de 40 anos e aprendi ver a vida sem me surpreender”. Ela afirmou que só rearticulará seu futuro político quando a adesão do PR for oficializada. “Quando isso acontecer, a gente discute. Não adianta antecipar as coisas. Cada coisa tem seu tempo”, concluiu.
VERDADE INSOFISMÁVEL.
Brasília fracassou. Devolvam Brasília para Goiás
FERNANDO RODRIGUES
BRASÍLIA – A prisão preventiva do governador de Brasília, José Roberto Arruda, confirma a falência do modelo político-administrativo do Distrito Federal. Criado em 1960 e piorado ao longo das décadas, o sistema é disfuncional e produz escândalos em série.
O Congresso fará um bem ao Brasil -e aos habitantes de Brasília- se extinguir o modelo em vigor. O Distrito Federal tem mais de 2,5 milhões de habitantes e nenhum prefeito nem vereador. Só há um governador e uma Câmara Distrital. A concentração de poder é a porta de entrada para a corrupção.
Considerava-se necessário no passado instalar a capital da República numa área de segurança nacional. Esse conceito caducou. Não há prejuízo nem risco para o Brasil hoje se o Distrito Federal for devolvido para Goiás. Cidades satélites como Ceilândia (mais de meio milhão de habitantes) passariam a ter prefeitos e Câmara Municipais.
Não ficariam mais controladas por um administrador nomeado sabe-se lá com que tipo de influência política imprópria e oculta. O centro de Brasília também pode ser uma cidade autônoma, como as demais, com prefeito e vereadores. Os cidadãos brasilienses passariam a votar para eleger o governador de Goiás, senadores, deputados federais e estaduais goianos.
Os benefícios seriam fartos. O Senado eliminaria as três vagas de Brasília. Não haveria mais Câmara Distrital e a casa dos horrores chamada Palácio do Buriti, sede do governo local. Os edifícios poderiam ser convertidos em museus.
É preciso coragem para colocar essa mudança em prática. Mas o fracasso retumbante do sistema atual exige grandeza do Congresso: acabar com o democratismo da Constituição de 1988 que ampliou de maneira desmedida a autonomia administrativa para um pedaço de terra no interior de Goiás. Um benefício pago com o dinheiro de todos contribuintes brasileiros.








